Flávio Bolsonaro Em Alta no Cenário Político
A pesquisa divulgada pela Genial/Quaest em março apresenta um cenário intrigante para as eleições de 2024. De acordo com os dados, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) inicia sua campanha com 6% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 3%. Nomes como Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) obtêm 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Aldo Rebelo (Democracia Cristã) não obteve nenhuma menção. Os eleitores indecisos somam 5%, enquanto 11% afirmam que não pretendem votar ou optam por votos em branco ou nulos.
A pesquisa se debruçou exclusivamente sobre o primeiro turno, revelando a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. As demais pré-candidaturas, somadas, alcançam 15% das intenções de voto.
Empate Técnico no 2º Turno
No segundo turno, Flávio Bolsonaro supera Lula pela primeira vez em números absolutos, registrando 42% contra 40% do petista. No entanto, a margem de erro da pesquisa, estipulada em dois pontos percentuais, indica que a disputa continua tecnicamente empata. Votos em branco, nulos e eleitores que não irão votar somam 16%, enquanto os indecisos representam 2% do total.
Em comparação a março, quando ambos estavam empatados com 41%, o crescimento de Flávio se torna evidente. Em dezembro do ano passado, quando sua candidatura foi oficializada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula apresentava uma vantagem considerável de dez pontos percentuais, com 46% das intenções, enquanto Flávio contava com 36%.
Em um cenário hipotético de segundo turno contra Caiado, Lula obteria 43% contra 35% do ex-governador. Votos em branco e nulos somariam 18%, e os indecisos representariam 4%. Já na disputa com Zema, Lula também apareceria com 43% e o pré-candidato do Novo teria 36%. Votos em branco, nulos e aqueles que não pretendem votar alcançariam 17%, enquanto 4% seriam indecisos.
Na contestação contra Renan Santos, Lula lidera com 44%, enquanto o pré-candidato do Missão teria 24% – um número que supera os votos em branco, nulos e os que pretendem não votar, que somam 27%. Em relação a Augusto Cury, Lula mantém 44%, e Cury aparece com 23%. Os votos em branco e nulos, junto aos que não pretendem ir às urnas, alcançam 28%, e indecisos somam 5%.
Rejeição e Mudança de Voto
A pesquisa também revelou um aspecto importante: a rejeição dos candidatos. Lula apresenta o maior índice, com 55%, seguido de Flávio Bolsonaro, que tem 52%. Caiado é rejeitado por 32%, enquanto Zema tem 31% de rejeição.
Sobre a definição do voto, 57% dos entrevistados afirmaram que sua escolha é definitiva, enquanto 43% estão suscetíveis a mudanças até o dia da eleição. Entre os eleitores de Lula, 65% garantem que não mudarão de ideia, enquanto 60% dos apoiadores de Flávio também afirmam a mesma coisa. No caso de Caiado, apenas 40% dizem que a escolha é definitiva, enquanto 60% permanecem indecisos. Para Zema, essa cifra é ainda menor: 19% têm certeza do voto, enquanto 81% estão abertos a mudanças.
Perspectivas Futuras e Percepções em Relação a Lula
Na pesquisa espontânea, onde não são apresentados os nomes dos candidatos, o percentual de indecisos é significativo, alcançando 62%, embora tenha diminuído em relação aos 69% da pesquisa anterior. Lula é mencionado por 19% dos entrevistados, enquanto Flávio aparece com 13% das citações.
Um dado alarmante para Lula é que 59% dos entrevistados acreditam que ele não merece mais quatro anos na Presidência. Apenas 38% defendem sua reeleição, e 3% não opinaram.
Entre os eleitores independentes, um expressivo 71% não acredita que Lula deva continuar no cargo, enquanto 22% afirmam que ele merece um novo mandato. Entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, 96% não desejam a reeleição do atual presidente.
Moderação e Medos na Política Brasileira
Outro aspecto interessante levantado pela pesquisa é a percepção sobre Flávio Bolsonaro, que passou a ser visto como mais “moderado” em comparação à família Bolsonaro. Entre os entrevistados, 39% acreditam que ele é mais moderado, enquanto 45% discordam. Em março, essa diferença era maior, com 48% afirmando que Flávio não é mais moderado do que sua família.
Os medos da população em relação ao futuro político também são reveladores: 43% temem o retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem que Lula continue na Presidência. Apenas 5% não responderam, e 4% afirmaram não temer nenhum dos dois.
A pesquisa também investigou as fontes de informação sobre política. As redes sociais continuam sendo as mais mencionadas, com 38% dos entrevistados citando-as, seguidas pela TV com 35%. Sites e blogs somam 9%, e apenas 3% mencionaram rádio. O levantamento foi realizado com 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de março, tendo um nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09285/2026.
