Expansão em Minas Gerais: Oportunidades em Cidades Médias
A rede de cafés paranaense Amiste café planeja aumentar sua presença no estado de Minas Gerais, direcionando suas atenções para cidades médias do interior, onde o cenário econômico tem mostrado um fortalecimento. A empresa, que se destaca na locação de máquinas de café e na venda de insumos para o setor, já possui operações em cidades como Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberlândia. Para este ano, a Amiste Café prevê a abertura de duas a três novas franquias no estado, incluindo uma unidade já confirmada em Uberaba.
Entre os municípios que estão na mira da companhia para a expansão estão Montes Claros, Governador Valadares, Ipatinga, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Patos de Minas e Varginha. Segundo André Malamud, CEO da Amiste Café, a estratégia reflete o crescimento da atividade econômica fora da capital mineira, assim como a crescente demanda corporativa por soluções de café nos ambientes de trabalho.
“Em Minas, sem dúvida, a principal cidade onde ainda não estamos é Montes Claros. No entanto, enxergamos potencial em Governador Valadares, Ipatinga e outras localidades”, destaca Malamud.
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Minas Gerais: Um Mercado Promissor para Cafés
O executivo revela que Minas Gerais se tornou um dos principais mercados para a Amiste Café, impulsionado pelo desempenho positivo das operações já estabelecidas e pela forte cultura de consumo de café no estado, que detém a maior produção nacional do grão. “Temos um foco muito grande em Minas porque o modelo se mostrou eficiente. As unidades abertas têm apresentado um desempenho notável”, observa.
Minas Gerais, sendo o maior produtor de café do Brasil, fornece a maior parte dos grãos utilizados pela Amiste Café. “O mineiro aprecia café, tem uma cultura enraizada em torno dessa bebida e isso é fundamental para nosso sucesso aqui”, enfatiza Malamud.
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Desempenho Financeiro das Unidades em Minas
Conforme informações da empresa, a unidade localizada em Belo Horizonte é a mais consolidada, alcançando um faturamento mensal de aproximadamente R$ 400 mil. As franquias mais recentes, em Juiz de Fora e Uberlândia, têm registrado vendas superiores a R$ 100 mil por mês. “O nosso crescimento está atrelado ao tempo de operação e à formação de uma carteira de clientes. Apesar disso, essa abordagem traz a vantagem da recorrência”, explica o CEO.
O modelo de negócio da Amiste Café baseia-se na formação gradual de uma carteira de clientes, através da locação contínua de máquinas e do fornecimento de insumos. Embora o foco principal seja em empresas, a rede mantém também lojas físicas voltadas ao atendimento do consumidor final.
Microfranquias: Uma Nova Abordagem
Além das franquias tradicionais, a Amiste Café está investindo em microfranquias, um formato que permite ao operador atuar sem a necessidade de uma loja física. Essa estratégia visa facilitar a penetração em cidades médias do interior mineiro, minimizando o investimento inicial requerido para a operação. “Com essa abordagem, conseguimos atuar em locais como Poços de Caldas, Pouso Alegre e Patos de Minas, entre outros municípios do estado”, conclui Malamud.
