MME destaca avanços na cadeia de biocombustíveis em Minas Gerais
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, em 25 de junho, de uma agenda estratégica no Triângulo Mineiro, com foco no fortalecimento da cadeia de biocombustíveis e na infraestrutura de gás natural no estado. Representando o ministro Alexandre Silveira, o diretor de programa da Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marlon Arraes, apresentou os avanços promovidos pela Lei do Combustível do Futuro, enfatizando o potencial da região para atrair investimentos em combustíveis renováveis, contribuindo diretamente para a segurança energética e a descarbonização do Brasil.
Triângulo Mineiro como polo de produção sustentável
Segundo Arraes, o trabalho conjunto do ministro Alexandre Silveira e do presidente Lula resultou na criação da Lei do Combustível do Futuro, marco que consolidou o Brasil como referência mundial na transição energética ao institucionalizar os biocombustíveis como política pública estruturante. “O Brasil possui uma vocação única para produzir biocombustíveis de forma sustentável, aliando competitividade e inovação, o que gera desenvolvimento regional, atrai investimentos e amplia a segurança energética do país”, afirmou o diretor.
O Triângulo Mineiro destaca-se como um exemplo concreto desse potencial. A região concentra empreendimentos importantes de etanol e biometano, e continua atraindo investimentos para ampliar sua capacidade produtiva. Em Uberaba, duas usinas autorizadas somam capacidade de até 3 mil metros cúbicos por dia de etanol hidratado e 1,8 mil metros cúbicos por dia de etanol anidro. Além disso, o município terá uma nova planta de biometano prevista para 2027, com capacidade de produção diária de 51.781 Nm³, e negociações avançam para a instalação de uma usina de biodiesel.
Minas Gerais reforça papel estratégico na política nacional
Os números do estado ilustram a importância de Minas Gerais para a política nacional de biocombustíveis. Até agosto de 2025, a produção mineira atingiu 1,14 bilhão de litros de etanol hidratado, 1,33 bilhão de litros de etanol anidro, 85,2 milhões de litros de biodiesel e 104.879 Nm³ de biometano. O estado conta ainda com 35 usinas de etanol autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de projetos de expansão em andamento, consolidando sua posição estratégica na implementação da Lei do Combustível do Futuro e na ampliação da oferta de combustíveis renováveis em todo o país.
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Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR) fortalece combate a crimes
Em outro avanço relevante para a segurança pública, o Governo Federal lançou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma iniciativa do Programa Nacional Celular Seguro coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O banco reúne mais de 3 milhões de registros de celulares com restrição, provenientes das polícias civis, do Programa Celular Seguro, da Anatel e outros sistemas nacionais, integrando pela primeira vez dados dos 26 estados e do Distrito Federal em uma única base.
Integração nacional para fortalecer investigações e proteger consumidores
Essa ferramenta unificada permite que forças de segurança, gestores públicos e cidadãos consultem informações sobre aparelhos com registro de roubo, furto ou extravio de forma rápida e eficiente. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a integração nacional enfrenta um dos principais desafios do combate aos crimes patrimoniais: a dispersão das informações entre diferentes sistemas estaduais e federais. Com a base unificada, um celular roubado em um estado pode ser identificado mesmo que utilizado ou comercializado em outra região do país.
Além de fortalecer as investigações, o banco oferece uma camada extra de proteção ao consumidor. Por meio do aplicativo Celular Seguro, do portal Gov.br e do endereço celularseguro.mj.gov.br, qualquer pessoa pode consultar gratuitamente se um aparelho possui restrição antes de realizar uma compra, aumentando a segurança das transações e reduzindo o risco de aquisição de produtos de origem criminosa.
Nova abordagem para o enfrentamento do crime organizado
Chico Lucas destacou que o Banco Nacional representa uma mudança na política pública ao atacar toda a cadeia econômica que sustenta o roubo e a receptação de celulares, desde os autores dos crimes até os intermediários e compradores finais. O objetivo é oferecer mais segurança para consumidores de boa-fé e mais instrumentos para que as polícias recuperem aparelhos e combatam a receptação.
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O secretário ressaltou que antes do lançamento do BNCR, muitas pessoas adquiriram celulares sem condições de verificar sua procedência. Com a consulta ao IMEI, será possível saber se o aparelho tem alguma restrição, criando um ambiente mais seguro para as relações comerciais e reduzindo o mercado ilegal.
O número de celulares roubados ou furtados no Brasil supera milhões de registros, movimentando uma cadeia criminosa que financia organizações envolvidas em diversos tipos de crime. A expectativa do Governo Federal é que a integração dos dados, aliada à consulta pública e ao fortalecimento das investigações, diminua gradativamente a atratividade econômica desse mercado.
O banco também fortalece a cooperação federativa no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), permitindo que os estados compartilhem informações de maneira mais rápida, eficiente e padronizada. Essa estratégia reforça o uso da inteligência, integração de dados e atuação coordenada para reduzir o impacto de um dos crimes que mais afetam o cotidiano da população brasileira.
