Incidente em voo da Ryanair mobiliza passageiros e equipe médica
Um passageiro de 61 anos foi parcialmente sugado para fora de um avião logo após a decolagem em um voo da Ryanair, que partiu de Tessalônica, na Grécia, com destino a Memmingen, na Alemanha. O episódio ocorreu na manhã desta sexta-feira, 10, durante um trajeto operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair. Pessoas sentadas próximas ao homem conseguiram puxá-lo de volta para dentro da aeronave, evitando consequências mais graves.
Atendimento médico e retorno emergencial à origem
De acordo com um representante hospitalar grego, o passageiro sofreu lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras causadas pelo atrito. Ele foi atendido em solo, após o avião retornar a Tessalônica. A companhia aérea confirmou que a janela do assento do passageiro se desprendeu pouco depois da decolagem, o que levou o piloto a realizar um pouso de emergência. Após o retorno, os passageiros desembarcaram normalmente e uma aeronave substituta foi disponibilizada para concluir o trajeto até a Alemanha.
Reação dos passageiros e detalhes do voo
Testemunhas relataram ter ouvido um forte estrondo seguido da ativação das máscaras de oxigênio e uma perda rápida de altitude. Uma passageira, identificada como Christina, descreveu o pânico a bordo e afirmou que a cabeça, pescoço e ombros do homem ficaram para fora da aeronave antes de ser puxado de volta por outros ocupantes. “O barulho era muito alto, como um estouro de pneu, mas amplificado”, contou. Ela destacou que a cabine perdeu pressão rapidamente, provocando gritos e confusão entre os passageiros.
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Fonte: odiariodorio.com.br
A aeronave envolvida no incidente é um Boeing 737-800, com capacidade para até 189 passageiros, entregue novo à Ryanair em 2008, conforme dados do site Flightradar24. O registro do voo mostra que cerca de seis minutos após a decolagem o avião atingiu mais de 15 mil pés (4.570 metros) de altitude, mas em seguida iniciou uma descida rápida até aproximadamente 6 mil pés (1.830 metros). Para garantir um pouso seguro, a aeronave permaneceu em voo por cerca de 30 minutos para consumir combustível antes de retornar a Tessalônica, aproximadamente uma hora após a decolagem.
Esse episódio destaca não apenas os riscos que falhas estruturais podem causar à segurança dos passageiros, mas também a importância da rápida ação da tripulação e passageiros para minimizar danos. O impacto econômico para a companhia inclui o custo do atendimento médico, operação da aeronave substituta e possíveis compensações aos afetados, além de possíveis repercussões na confiança do consumidor.
