Abstenção histórica em Uberlândia no 1º turno
Uberlândia registrou, durante o 1º turno das eleições de 2026, o maior índice de abstenção já registrado na cidade, com 20,46% dos eleitores ausentes nas urnas. No âmbito nacional, a abstenção atingiu 21,08%, número que representa a maior taxa desde 1998, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Comparativo nacional e comportamento atípico da cidade
O levantamento do TSE, compilado pelo g1 desde 2002, revela que a abstenção tanto no 1º quanto no 2º turno variou ao longo de 24 anos de eleições gerais. Em algumas ocasiões, o índice aumentou no segundo turno; em outras, diminuiu. No entanto, Uberlândia apresentou um comportamento singular em 2022: pela primeira vez, o 2º turno registrou menos eleitores ausentes que o primeiro.
Impactos e análises para o 2º turno de 2026
Nas últimas quatro eleições presidenciais entre 2010 e 2022, o país viu a abstenção crescer entre o 1º e o 2º turno, com exceção parcial do fenômeno observado em Uberlândia. Em 2026, foram 33,4 milhões de eleitores que não compareceram ao primeiro turno, a maior cifra desde 1998, segundo o TSE.
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O resultado do segundo turno, marcado pelo confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro em 25 de outubro, pode ser decisivamente influenciado pelo perfil e número dos eleitores que optarem por votar na reta final. Análises apontam a abstenção como o principal risco à candidatura de Lula nesse momento.
Disparidades regionais e interpretações políticas
A abstenção impactou de forma desigual o cenário eleitoral no primeiro turno, favorecendo Flávio Bolsonaro em quatro das cinco regiões do país, conforme levantamento de outubro. Para o cientista político Bruno Soller, da Real Time Big Data, a tendência é de que a abstenção aumente ainda mais no segundo turno. Já Antônio Lavareda, também cientista político, entende que Lula perdeu votos para a abstenção no 1º turno, e não para seu adversário.
Histórico de abstenção entre os turnos
O comportamento da abstenção entre os turnos apresenta oscilações históricas. Entre 2002 e 2006, a diferença no número de faltosos foi proporcional. Em 2010, houve um aumento significativo no segundo turno. Nos pleitos seguintes, 2014 e 2018, as taxas se aproximaram. O destaque fica para 2022, quando a abstenção no segundo turno foi inferior ao primeiro, fenômeno exemplificado por Uberlândia.
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Fonte: londrinagora.com.br
Se a cidade repetir esse padrão em 2026, poderá registrar maior participação eleitoral no segundo turno, contrariando a tendência nacional. O desfecho dessa dinâmica, porém, só poderá ser confirmado após a votação em outubro.
