Estudo Essencial para a Saúde Pública
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apresentou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, um estudo que tem como objetivo orientar as ações de combate a doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e zika.
O LIRAa avalia a presença de larvas do mosquito que é responsável por essas arboviroses, revelando um cenário dentro do esperado para este período sazonal, que abrange os meses de outubro a maio, quando a incidência das doenças aumenta consideravelmente no Brasil.
Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, destaca a importância do monitoramento constante. “Apesar de 2026 ser um ano endêmico para as arboviroses, a vigilância é fundamental. Os dados do LIRAa ajudam a direcionar as ações das equipes municipais e estaduais em combate ao mosquito”, afirma.
Resultados do Levantamento
No levantamento realizado nos meses de janeiro, fevereiro e março, 213 municípios apresentaram índices satisfatórios, com o Índice de Infestação Predial (IIP) menor ou igual a 0,99%. Em contrapartida, 422 municípios foram classificados em situação de alerta, com índices entre 1% e 3,9%, enquanto 184 municípios apresentaram situação de risco, com índices iguais ou superiores a 3,9%.
Esses dados reforçam a necessidade de ações preventivas e educativas, especialmente em áreas mais críticas, onde o risco de transmissão de doenças é mais elevado.
Entendendo o LIRAa
O LIRAa é realizado por amostragem e ocorre quatro vezes por ano, em ciclos trimestrais. As equipes de saúde visitam residências selecionadas aleatoriamente em diversas regiões para identificar os maiores riscos. Durante essas visitas, os agentes buscam por água parada e coletam larvas do mosquito, permitindo calcular o índice de infestação e avaliar o nível de risco em cada localidade.
Os resultados do levantamento mostram que os principais criadouros do Aedes aegypti estão localizados dentro e ao redor das residências. Locais como caixas d’água não tampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos são os mais comuns. Para combater de maneira eficaz o mosquito, é crucial eliminar esses pontos de água parada. Medidas simples, como manter a caixa d’água devidamente fechada, evitar acúmulo de água em pratinho de vasos, descartar pneus e lixo adequadamente, além de limpar calhas e ralos, são fundamentais.
Prosdocimi ressalta a importância da conscientização: “É imprescindível manter os cuidados diários e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. Pequenas ações podem fazer a diferença na redução de casos de doenças e na prevenção de mortes”. Essa orientação reflete a necessidade urgente de uma mobilização coletiva para conter a proliferação do Aedes aegypti e proteger a saúde da população mineira.
