A Nova Era da Educação com Tecnologia e IA
São Paulo. A interação entre alunos, educadores, tecnologias e inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência e se tornou uma realidade nas instituições de ensino. Esse movimento está promovendo mudanças significativas na maneira como se ensina, aprende e avalia. Durante a Bett Brasil 2026, o maior evento de inovação educacional da América Latina, que ocorre em São Paulo, diversas empresas destacaram suas inovações e especialistas discutiram os caminhos dessa transformação.
Uma das soluções mais inovadoras apresentadas foi uma tecnologia alemã capaz de transformar qualquer parede em uma lousa digital interativa e sensível ao toque. Essa ferramenta já está em uso há dois anos em escolas de Pernambuco. “Hoje, como diretor, tenho todas as salas equipadas com essa tecnologia. Não precisamos mais de quadros tradicionais. Qualquer parede se torna uma superfície interativa. Isso permite que os alunos participem mais, sem medo de danificar o equipamento”, revela Bruno Amaral, diretor do Colégio e Curso Real, que atende os municípios de Palmares e Ribeirão, localizados a cerca de 80 km de Recife.
O impacto dessa inovação na participação dos alunos é evidente. “A sala de aula agora realmente consegue se tornar digital. As ‘paredes conseguem falar’ apenas com o toque dos dedos. Antes, ir ao quadro era motivo de vergonha. Hoje, os alunos estão ansiosos para participar, tocar e escrever com os dedos. Isso aumenta muito o envolvimento em sala de aula”, afirma. Outro ponto relevante apontado por Amaral é o custo acessível do equipamento, que gira em torno de R$ 2 mil.
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Inovações que Transformam o Ensino
A Movplan é outra empresa que está investindo na modernização da educação, proporcionando novas maneiras de apresentar conteúdo aos alunos. Com sede em Ribeirão Preto, a companhia já está presente em mais de 32 mil salas de aula na América Latina, oferecendo soluções integradas para o setor educacional, que incluem lousas digitais.
No primeiro trimestre deste ano, a Movplan registrou um crescimento impressionante de 96% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano anterior, envolvendo escolas e instituições de ensino. O ticket médio das vendas também cresceu 63%. “Esse momento é um reflexo da evolução da educação, mas também evidencia o quanto ainda há a ser conquistado. A presença da tecnologia nas escolas é ainda muito baixa em comparação ao que é possível. Nosso propósito é integrar soluções e acelerar essa transformação”, declara Asaphe Santana, diretor de marketing e growth da empresa.
Uma plataforma educacional inédita, desenvolvida dentro do ambiente escolar e já utilizada por milhares de estudantes em Minas Gerais, também foi lançada nacionalmente durante a Bett Brasil 2026. Essa ferramenta, que mede a aprendizagem do aluno em tempo real, é resultado de uma parceria entre a Rede Lius Agostinianos e a SM Educação, com um investimento conjunto de quase R$ 65 milhões.
Experiências Imersivas e Aprendizagem Ativa
Outro destaque do evento foi uma linha de quebra-cabeças e livros que utilizam realidade aumentada, desenvolvida pela Criativar, uma startup fundada por uma empreendedora de Belo Horizonte. A proposta combina narrativa com tecnologia para criar experiências de aprendizado imersivas. Inicialmente, os produtos foram lançados como um aplicativo, mas agora evoluíram para Tecnologia WebAR, que não exige download e funciona diretamente no navegador.
Apesar do reconhecimento, com prêmios no Brasil e no exterior, Fada ressalta um desafio que ainda persiste no setor: “Existe um paradoxo da inovação. Trabalhamos com algo novo, mas também precisamos educar o mercado para que as pessoas compreendam como usar essas tecnologias”, observa.
A aprendizagem ativa também está sendo estimulada por iniciativas como a da Mundo Maker, que desenvolve kits educacionais voltados para diferentes faixas etárias. Esses programas incentivam os alunos a “colocar a mão na massa” em projetos de ciência, programação e inteligência artificial, promovendo criatividade, autonomia e pensamento empreendedor. No modelo Maker Lab, que se integra à grade curricular, os professores recebem capacitação, materiais de apoio e acompanhamento pedagógico contínuo. Já o TechLab Box atua como programa extracurricular, onde os alunos recebem mensalmente projetos para construir, personalizar e explorar. Atualmente, a empresa atende mais de 100 escolas e já impactou mais de 30 mil estudantes.
