Análise Completa dos Riscos Hidrológicos
Nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, o Brasil enfrenta um cenário de riscos geo-hidrológicos que merece atenção especial. O relatório aponta para possíveis eventos críticos em diversas regiões, destacando a necessidade de monitoramento constante e preparação adequada para mitigar os impactos das chuvas intensas.
Na Região Sudeste, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão sob alerta para riscos elevados. Em São Paulo, especialmente nas Regiões Geográficas Intermediárias de São José dos Campos e São Paulo, a previsão de chuvas intensas nas últimas 48 horas resulta em uma alta probabilidade de enxurradas, extravasamento de canais urbanos e alagamentos em áreas com drenagem inadequada. A faixa litorânea dessas localidades é particularmente vulnerável, conforme nota o relatório.
Outro destaque é a situação nos municípios de Petrópolis (RJ) e Juiz de Fora (MG), onde também se considera alta a possibilidade de eventos hidrológicos. A previsão de pancadas de chuva isoladas e de intensidade variada pode elevar rapidamente os níveis de água nas bacias dos rios Quitandinha, Muriaé e Pomba, aumentando o risco de incidentes.
Em áreas como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a expectativa é de um risco moderado. Embora os acumulados de chuva possam elevar os níveis hidrométricos nas bacias do Rio das Velhas, a magnitude do risco não é tão alarmante quanto em outras regiões.
Riscos Geológicos em Foco
Além dos riscos hidrológicos, o relatório também avalia os riscos geológicos. Para a mesma data, a probabilidade de movimentos de massa é considerada alta em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Especialmente em São José dos Campos e São Paulo, a continuidade das chuvas e os altos acumulados registrados nas últimas horas aumentam a possibilidade de deslizamentos em áreas suscetíveis, como os municípios litorâneos.
Em Juiz de Fora, a previsão de chuvas intensas também levanta preocupações, pois pode desencadear deslizamentos em encostas críticas. Os especialistas alertam para a necessidade de vigilância nas encostas instáveis, que são propensas a movimentos de massa em decorrência das condições climáticas adversas.
Por outro lado, regiões como Teófilo Otoni, Governador Valadares, e outras cidades de Minas Gerais, assim como Petrópolis e Volta Redonda no Rio de Janeiro, enfrentam risco moderado. A presença de áreas vulneráveis, combinada com a previsão de chuvas intensas, pode resultar em deslizamentos pontuais, exigindo atenção redobrada das autoridades locais.
No Nordeste, a situação não é diferente. Na Bahia, a Região Geográfica Intermediária de Ilhéus-Itabuna também apresenta risco moderado de movimentos de massa. A combinação de áreas suscetíveis e a previsão de chuvas moderadas podem gerar deslizamentos em locais específicos, alertando os moradores sobre a necessidade de cuidados adicionais.
Com a previsão de chuvas persistentes, o alerta é claro: a população deve estar atenta às orientações das autoridades e preparar-se para enfrentar os desafios que as condições climáticas impõem. O monitoramento constante e a divulgação de informações precisas são fundamentais para garantir a segurança de todos.
