Mobilização e Solidariedade em Tempos de Crise
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitou Juiz de Fora nesta terça-feira (24) com o objetivo de demonstrar solidariedade às vítimas das chuvas que atingiram Minas Gerais. Durante sua passagem, anunciou o reconhecimento federal do estado de calamidade pública no município e detalhou o envio de equipes técnicas pela Defesa Civil Nacional para auxiliar as áreas afetadas. “Nosso compromisso é com a assistência e o restabelecimento dos serviços essenciais”, afirmou, destacando que recursos estão sendo disponibilizados para apoiar os municípios afetados.
A visita do ministro foi acompanhada por uma comitiva que incluiu o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, além de técnicos e representantes do Governo Federal. Na quarta-feira (25), o grupo realizará visitas técnicas em Juiz de Fora e também no município de Ubá, visando entender de perto os danos causados e conversar com os gestores locais sobre as próximas etapas de resposta e suporte à população atingida.
Compromisso com a População Atingida
Numa declaração conjunta com o governador Romeu Zema e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, Waldez Góes expressou sua solidariedade e reforçou a importância da atuação da Defesa Civil Nacional. “A Defesa Civil, em sintonia com os órgãos municipais e estaduais, atua para monitorar situações e preparar-se para desastres, realizando reuniões frequentes para garantir a organização necessária”, explicou. Ele ressaltou que o Governo Federal está comprometido em atender às necessidades emergenciais identificadas pelas autoridades locais e está pronto para aumentar a mobilização de recursos conforme necessário.
O ministro enfatizou que não haverá falta de apoio para Minas Gerais neste momento crítico. “Estamos autorizados pelo presidente Lula a usar todos os recursos que forem necessários. Os municípios podem contar com nosso total apoio para minimizar o sofrimento da população”, garantiu.
Reforço no Auxílio e Resposta Rápida
Wolnei Wolff, por sua vez, manifestou seu pesar pelas perdas enfrentadas pela população e reafirmou que uma nova equipe da Defesa Civil Nacional será enviada ao estado. “Quero prestar minha solidariedade ao povo mineiro, especialmente às vítimas que perderam entes queridos. Nossa mobilização será intensa para que possamos oferecer ajuda efetiva”, disse. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) está operando em alerta máximo e já enviou oito técnicos do Grupo de Apoio a Desastres (GADE) para Minas Gerais, com foco em acelerar as ações de assistência humanitária.
Impactos das Chuvas em Juiz de Fora e Ubá
O governador Romeu Zema também comentou sobre a severidade da situação, especialmente em Juiz de Fora. “A cidade foi a mais atingida. É triste ver o que aconteceu. Conversamos sobre a intensidade das chuvas, que causaram um volume considerável em um curto espaço de tempo”, enfatizou. Os números preocupantes refletem a gravidade da situação nos municípios atingidos pelos desastres naturais.
A prefeita Margarida Salomão agradeceu o esforço conjunto para a recuperação da cidade. “Em nome de Juiz de Fora, agradeço ao ministro, ao secretário e ao governador pelo apoio que estamos recebendo. Agradecemos pelo empenho na disponibilização de recursos do Corpo de Bombeiros e da Saúde, essenciais neste momento crítico. Estamos comprometidos em utilizar os recursos federais e estaduais da forma mais eficiente possível para atender aos que mais necessitam”, afirmou.
Reconhecimento da Calamidade Pública
A Defesa Civil Nacional já reconheceu oficialmente o estado de calamidade em Juiz de Fora e em outras cidades como Ubá e Matias Barbosa. Com essa declaração, os municípios têm autorização para solicitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações de defesa civil, utilizando o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Números da Tragédia
Segundo informações atualizadas sobre a situação, Juiz de Fora registrou 17 mortes e 43 desaparecidos, além de 3.000 desabrigados e 400 desalojados. Em Ubá, foram confirmadas 6 mortes e 4 desaparecidos, com dados sobre desabrigados e desalojados ainda em apuração.
