Transformação das Operações de E-commerce
Fundada no segundo semestre de 2025, a startup Unlock chega ao mercado com um objetivo claro: transformar a maneira como as empresas organizam suas operações de e-commerce no Brasil. A proposta inovadora da empresa reúne em uma única plataforma integrada todas as etapas que vão do check-out à entrega do produto. Isso inclui a gestão logística, o processamento de pagamentos e o atendimento ao consumidor, criando uma operação pós-compra que se destaca como um diferencial competitivo para as marcas.
Logo após sua fundação, a Unlock chamou a atenção do setor de tecnologia e venture capital. Em junho, a startup arrecadou R$ 40 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Inventa, uma empresa focada no comércio eletrônico B2B. Entre os investidores, destacam-se nomes como Andreessen Horowitz, Monashees, Tiger Global, Greylock Partners e Maya Capital. Com esses recursos, a Unlock planeja expandir rapidamente sua base de clientes, estabelecendo uma meta de atender mais de 30 marcas até o final de 2026, com a expectativa de processar aproximadamente 300 mil pedidos por mês. No longo prazo, a empresa almeja superar a marca de 10 milhões de pedidos transacionados anualmente até 2030.
Desafios no setor e a proposta da Unlock
Eduardo Fregonesi, CEO e cofundador da Unlock, lidera a empresa com mais de 15 anos de experiência em soluções para o comércio eletrônico. Ele destaca que a startup foi criada para enfrentar um dos desafios estruturais mais significativos do setor: a complexidade operacional que impede muitas marcas de expandir. De acordo com Fregonesi, as empresas que dominam o relacionamento com seus consumidores frequentemente enfrentam barreiras ao tentar escalar suas operações logísticas e de atendimento. A proposta da Unlock é integrar toda a jornada operacional, desde o carrinho de compras até a entrega final, permitindo que as empresas transformem essa fase em uma vantagem estratégica.
A ascensão do e-commerce no Brasil, impulsionada por grandes marketplaces, elevou as expectativas dos consumidores. Entregas mais rápidas, comunicação clara sobre o status do pedido e uma experiência de pós-compra eficiente tornaram-se cruciais para a fidelização dos clientes. Fregonesi observa que muitas empresas ainda têm dificuldades para atender a essas exigências, especialmente sem investimentos substanciais em tecnologia e infraestrutura. Nesse cenário, a Unlock se posiciona como uma parceira para marcas médias e grandes que buscam profissionalizar e ampliar suas operações digitais.
Investimento em tecnologia e inovação
Uma parte significativa do capital captado está sendo destinada ao desenvolvimento tecnológico da empresa. Aproximadamente R$ 15 milhões foram investidos no aprimoramento de um sistema próprio de gestão de pedidos, conhecido como OMS (Order Management System). Essa plataforma foi projetada para oferecer visibilidade operacional e inteligência analítica ao longo de toda a cadeia de pedidos, permitindo que as empresas acompanhem indicadores de desempenho e façam decisões embasadas em dados.
A solução incorpora recursos de inteligência artificial para apoiar diversas frentes da operação. Entre as funcionalidades estão a simplificação de análises complexas, a otimização na gestão de indicadores de desempenho, recomendações para estratégias de estoque e sortimento de produtos, além de sugestões para aprimorar o atendimento ao consumidor. Segundo Fregonesi, o uso de IA ajuda a minimizar falhas operacionais e a aumentar a produtividade das equipes, permitindo que as marcas foquem em estratégias de crescimento.
Expansão da infraestrutura logística
Nos próximos ciclos de desenvolvimento, a Unlock planeja aumentar a preditividade da plataforma, especialmente nas áreas de planejamento de estoque e abastecimento. A expectativa é que o sistema aprenda com o histórico de vendas e o comportamento de cada cliente, gerando análises cada vez mais precisas e aplicáveis às operações diárias.
No que diz respeito à logística, a Unlock está estruturando sua rede de distribuição. A empresa opera atualmente dois centros logísticos em Embu das Artes, São Paulo, e Extrema, Minas Gerais. Essas localizações foram estrategicamente escolhidas pela proximidade com importantes polos de consumo e pela eficiência da malha de distribuição. A expansão dessa infraestrutura está nos planos da empresa, que deve inaugurar um novo centro de distribuição em outra região do Brasil até 2026.
