Aumento significativo nos investimentos
Entre 2023 e 2025, o Brasil dobrou seu investimento em ciência, tecnologia e inovação, com a expectativa de alcançar quase R$ 50 bilhões aplicados no setor em três anos. Esta informação foi divulgada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), em uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, realizada na quarta-feira (11). O aumento expressivo marca uma virada na política científica do país, que havia enfrentado reduções orçamentárias significativas anteriormente.
“Nós dobramos os investimentos em ciência e tecnologia em três anos, em comparação aos quatro anos do governo anterior. Essa injeção de recursos traz ânimo tanto para o setor industrial quanto para o meio acadêmico. São investimentos substanciais direcionados às universidades e institutos de ciência e tecnologia, que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou Luciana.
Foco em saúde e autonomia tecnológica
Um dos principais objetivos da ampliação desses investimentos é diminuir a dependência do Brasil em áreas estratégicas, especialmente na saúde e na indústria tecnológica. Luciana destacou o desenvolvimento de vacinas nacionais como uma das vitórias mais significativas. “Hoje contamos com uma vacina 100% brasileira contra a Covid-19, desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais, chamada Spintec, com recursos do nosso ministério. É um grande avanço para a ciência nacional”, declarou.
A ministra também mencionou os progressos na criação de uma vacina nacional contra a dengue, uma doença que continua sendo um desafio no Brasil. “Estamos nos aproximando de ter uma vacina completamente brasileira contra a dengue, um problema significativo para o país. Nossa meta é garantir essa autonomia”, completou.
Além das vacinas, o governo trabalha para reduzir a dependência externa em medicamentos e equipamentos médicos, uma área que gera um déficit considerável na balança comercial brasileira. “A saúde representa cerca de 20 bilhões de dólares de déficit na balança comercial. Por isso, estamos investindo no desenvolvimento de equipamentos nacionais, especialmente na área de diagnóstico por imagem, onde ainda dependemos de tecnologia importada”, explicou a ministra.
Fortalecimento da indústria tecnológica
O governo também se dedica a fortalecer setores cruciais para o avanço tecnológico do Brasil, como microeletrônica e semicondutores. “Precisamos desenvolver indústrias de microeletrônica e semicondutores. Isso é essencial e depende de um sistema nacional de ciência e tecnologia robusto, que o Brasil vem construindo ao longo das últimas décadas”, enfatizou Luciana Santos.
Outro ponto importante mencionado por Luciana foi a proteção do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) contra bloqueios financeiros. “O presidente Lula decidiu garantir que o FNDCT não sofrerá contingenciamento. Esse recurso é um patrimônio do povo brasileiro”, assegurou.
Com a recomposição do fundo, Luciana aponta que muitos projetos estratégicos poderão ser retomados, além de novos investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. “Estamos vivendo o maior volume de investimentos da história da ciência brasileira, o que nos coloca em posição favorável para avançar em áreas estratégicas e fortalecer nossa soberania científica e industrial”, concluiu.
