Possíveis Candidaturas e Desafios da Direita em Minas
O deputado estadual Bruno Engler, do PL, declarou que a direita em Minas Gerais pode chegar fragmentada ao primeiro turno das eleições de 2026, com uma possível união apenas no segundo turno. Durante uma entrevista ao programa Café com Política, que foi ao ar nesta quinta-feira no canal de O TEMPO no YouTube, ele mencionou que o apoio do PL ao vice-governador Mateus Simões, do PSD, está condicionado a um alinhamento nacional com as diretrizes do partido.
Engler destacou que a principal barreira para uma aliança com Simões é o fato de o governador Romeu Zema, do Novo, ser considerado um pré-candidato à presidência da República. “Acredito que o Mateus tem uma obrigação moral de apoiar o Romeu Zema, e isso destoa do nosso projeto. Não é viável fazer campanha para o Mateus sem que ele, por sua vez, esteja alinhado com Flávio Bolsonaro. A menos que consigamos uma composição inicial com o Zema, a união com o Mateus se torna complicada”, explicou o deputado.
Diante dessa complexidade, Engler sugeriu que o PL deve considerar a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao governo de Minas. Entre as opções mencionadas, ele citou Flávio Roscoe, atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), como um candidato potencial, além do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos. “Podemos sim apresentar um nome próprio do PL, precisamos de um líder qualificado para governar o Estado. O Flávio Roscoe, por exemplo, é uma figura respeitada e capaz de gerir Minas”, avaliou.
Embora existam divergências entre os partidos no primeiro turno, Engler acredita que há uma tendência de união entre os representantes da direita na fase final da eleição. “O foco deve ser a união no segundo turno, especialmente contra um candidato da esquerda, se não conseguirmos resolver a eleição já no primeiro turno”, destacou.
Quando questionado sobre a estratégia do PL para a disputa ao Senado em 2026, o deputado afirmou que o partido ainda está avaliando a possibilidade de lançar um ou dois candidatos. Essa decisão dependerá da viabilidade eleitoral e das potenciais alianças para o governo estadual. Engler mencionou os deputados federais Domingos Sávio e Eros Biondini como possibilidades para a disputa. “Seria ideal ter dois candidatos ao Senado. Quanto mais senadores prontos para enfrentar a tirania do Supremo Tribunal Federal, melhor. Contudo, lançar duas candidaturas sem chances reais de vitória não é a melhor estratégia”, concluiu Engler.
