Detecção Precoce: Fundamental para a Saúde
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, refere-se a tumores que se desenvolvem no cólon, a parte mais longa do intestino, e no reto, a porção final do órgão. No Brasil, essa doença está classificada como o terceiro câncer mais letal e o segundo mais comum, perdendo apenas para o câncer de mama nas mulheres e para o câncer de próstata nos homens.
Tratando-se de uma condição que pode ser curada se diagnosticada em suas etapas iniciais, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) enfatiza a importância de exames de rotina para o acompanhamento da saúde. A detecção precoce é uma estratégia essencial na luta contra essa doença.
Conforme explica Galzuinda Figueiredo, médica consultora da Superintendência de Atenção Especializada da SES-MG, o mês de março é dedicado a campanhas de conscientização sobre o câncer colorretal. Ela frisa que o rastreamento se torna ainda mais relevante para indivíduos com idade entre 45 e 50 anos.
“O câncer de intestino, geralmente, apresenta um crescimento lento e frequentemente inicia-se com pólipos, que são lesões benignas. Dentre os principais fatores de risco, podemos citar o sedentarismo, a obesidade e uma dieta rica em gorduras. Os sintomas que devem acender um alerta incluem dor abdominal e alterações no hábito intestinal, especialmente a presença de sangue nas fezes”, esclarece a especialista.
Galzuinda também ressalta que a falta de diagnóstico pode levar à evolução da doença, transformando pólipos em tumores. Embora a incidência seja maior em pessoas com mais de 50 anos, notou-se um aumento de casos entre indivíduos mais jovens nos últimos anos.
Importância da Detecção Precoce
Procurar uma Unidade Básica de Saúde é essencial ao perceber perda de peso inexplicável ou a presença recorrente de sangue nas fezes, especialmente em pacientes com histórico familiar de câncer colorretal.
Nestas situações, o exame de fezes conhecido como teste FIT se mostra fundamental. Esse exame é capaz de detectar sangue oculto, que geralmente não é visível a olho nu, auxiliando na identificação precoce de alterações intestinais.
“O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza exames como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Além de diagnosticar, a colonoscopia oferece a possibilidade de remoção de pólipos, o que pode resultar em cura”, destaca Galzuinda Figueiredo.
Dados sobre Câncer Colorretal em Minas Gerais
Segundo o Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico, entre os anos de 2024 e 2026, foram registrados 8.747 casos de câncer colorretal no SUS em Minas Gerais. Desse total, 4.901 casos ocorreram em 2024, 3.787 em 2025 e 59 em 2026.
O mesmo levantamento aponta que, no mesmo período, houve 5.330 óbitos em decorrência da enfermidade: 2.658 em 2024, 2.610 em 2025 e 62 em 2026. Em 2025, foram realizadas 1.241 cirurgias oncológicas na especialidade de coloproctologia.
Tratamento na Rede Pública de Saúde
Se o resultado do exame indicar positividade, o paciente é encaminhado para unidades de alta complexidade em oncologia, como as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), onde será realizado o diagnóstico definitivo e o início do tratamento.
A rede pública assegura todo o atendimento necessário, incluindo consultas, exames e intervenções cirúrgicas. Atualmente, Minas Gerais possui 44 unidades de alta complexidade em oncologia e cirurgia, que são responsáveis pelo acolhimento e acompanhamento dos pacientes no sistema público de saúde.
