Cenário Alarmante nas Internações por Doenças Respiratórias
Minas Gerais vive um momento crítico em relação às doenças respiratórias, com um grupo específico da população requerendo especial atenção: os idosos. Eles correspondem a 80% das internações graves por condições como covid-19, influenza e pneumonia no estado. Entre os grupos mais afetados, aqueles com idades entre 65 e 72 anos se destacam, acumulando mais de 9 mil internações até março deste ano. Essa realidade preocupante é corroborada pelos dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que revelam uma taxa de positividade para influenza de 20,2% no início de março de 2026, um índice que supera o esperado para esse período do ano.
Para mitigar o agravamento da situação e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde prevista para o próximo mês, o governo de Minas Gerais anunciou um investimento de quase R$ 15 milhões. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (1/4), o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, apresentou os detalhes do reforço na rede assistencial, com ênfase inicial nos hospitais João XXIII e Infantil João Paulo II, ambos localizados em Belo Horizonte.
Ainda assim, Baccheretti alertou que a população continuará exposta a vírus, e a superlotação nos hospitais é um desafio inevitável, especialmente devido à sazonalidade dessas doenças. Desde 2018, o estado já ampliou em 32% o número de leitos de UTI, passando de 1.994 para 2.642 unidades, um esforço necessário para evitar o colapso do sistema de saúde, que foi observado em anos anteriores à pandemia.
Impactos das Doenças Respiratórias Crônicas
Além dos dados preocupantes sobre internações, é importante notar que as doenças respiratórias crônicas têm causado mais mortes no Brasil do que a gripe. A demanda hospitalar tende a aumentar entre março e maio, período em que os prontos-socorros costumam registrar uma elevação de 47% nos atendimentos. Até o momento, Minas Gerais já registrou 6.189 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com hospitalização, o que reforça a necessidade de ações preventivas e um suporte robusto no atendimento à saúde.
