Banco de Brasília atua na recuperação de ativos do Banco Master
Na noite da última quinta-feira (2), o Banco de Brasília (BRB) anunciou que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de assegurar que a recuperação de ativos do Banco Master seja utilizada para reembolsar o banco estatal pelos prejuízos oriundos das transações realizadas com a instituição de Daniel Vorcaro.
Em um comunicado divulgado ao mercado, o BRB revelou que protocolou uma petição solicitando tutela cautelar ao STF, com a intenção de garantir prioridade na recuperação de valores que possam ser identificados durante investigações ou acordos de delação premiada.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está em processo de negociação com a Polícia Federal e o Ministério Público, conforme relatado pela Folha. Os investigadores estão em busca de provas adicionais e informações sobre o destino dos recursos que teriam sido desviados.
De acordo com o BRB, o pedido ao STF tem o objetivo de resguardar bens, ativos, créditos e fluxos financeiros que possam ser bloqueados, recuperados ou repatriados ao longo das apurações — incluindo aqueles que eventualmente estejam atrelados a acordos de delação premiada. Essa medida é vista como uma ação preventiva e cautelar, uma vez que, neste momento, não existe uma definição clara sobre os valores que podem ser recuperados nem uma estimativa das perdas financeiras.
A atual gestão do banco estatal acredita que a instituição foi vítima de um esquema fraudulento e busca reparação pelos danos enfrentados, mesmo com indícios de que alguns funcionários do BRB possam ter se envolvido nas irregularidades. As investigações apontam que o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do Banco Master, sendo que até o momento, apenas uma parte desse valor foi recuperada, levando o Banco Central a exigí-lo que apresentasse os recursos necessários para minimizar o rombo financeiro.
Conforme a atual administração do BRB, o montante a ser recuperado alcança R$ 8,8 bilhões. Contudo, essa cifra pode ser ainda maior.
O pedido do BRB fundamenta-se na legislação que trata de organizações criminosas, como a Lei nº 12.850/2013, que estabelece que os valores recuperados em investigações devem priorizar a reparação dos danos causados às vítimas. Essa é a abordagem que a atual administração do banco estatal está buscando implementar.
