Mudanças Significativas nas Bancadas
As recentes alterações promovidas por deputados federais e estaduais durante a janela partidária elevaram o PL ao status de partido com o maior número de representantes na bancada mineira da Câmara Federal. Simultaneamente, o PSD e o PT emergiram como legendas predominantes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Esse período de transição, que permite a troca de siglas sem a perda do mandato, começou em 5 de março e se encerrou na última sexta-feira (3/4).
A reportagem baseou-se nas informações fornecidas por parlamentares e representantes dos partidos até as 18h da sexta-feira. É importante ressaltar que modificações podem ter ocorrido após esse horário, com a necessidade de que fossem comunicadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) até as 23h59.
Crescimento do PL e Mudanças nas Bancadas
Na Câmara dos Deputados, o Partido Liberal cresceu de 10 para pelo menos 14 parlamentares, representando um aumento significativo de 40%. Anteriormente, o PL dividia a liderança do número de deputados com o PT, que manteve sua bancada com 10 membros até o fechamento da janela. Entretanto, com as recentes migrações, o PL recebeu as deputadas federais Greyce Elias e Delegada Ione, que vieram do Avante, assim como os deputados Dr. Frederico e Lafayette Andrada, oriundos do Republicanos e do PRD, respectivamente.
Além do crescimento do PL, o PSD também teve um desempenho positivo, passando de cinco para seis representantes na Câmara. O União Brasil, que contava com três deputados, ampliou sua bancada para cinco. O PP, antes com três, agora tem quatro membros. O PSOL e a Rede também registraram avanços: o PSOL aumentou de um para dois parlamentares após a adesão de Duda Salabert, que deixou o PDT, enquanto a Rede, que não tinha representação, passou a contar com o deputado André Janones, ex-Avante.
Encolhimento de Algumas Legendas
Por outro lado, quatro partidos sofreram diminuições em suas bancadas. O Avante, por exemplo, viu sua representação cair de cinco para apenas um parlamentar. O PRD também encolheu, passando de três para um membro, enquanto o Solidariedade, que tinha dois representantes, ficou sem nenhum na bancada. Fontes próximas às siglas afirmam que essas mudanças foram impulsionadas por cálculos estratégicos de seus dirigentes. O PDT, que contava com dois deputados, agora tem apenas um.
Movimentações na Assembleia Legislativa
Já na Assembleia de Minas Gerais, o PSD, que tinha 11 deputados, alcançou a liderança ao perder um membro e ganhar quatro, totalizando 14. Com essas novas adesões, o partido igualou-se ao PT, que também cresceu de 12 para 14 representantes. O PL, por sua vez, se tornou a terceira maior bancada, passando de 11 para 12 membros ao final do prazo de mudanças. O União Brasil, que tinha três, saltou para sete, enquanto o PV, que ganhou um deputado, e o PP, que perdeu um, possuem cinco parlamentares cada.
Cássio Soares, presidente do PSD em Minas Gerais, celebrou as novas filiações e enfatizou que as mudanças fortaleceram a presença do partido no estado. Ele destacou a adesão de João Magalhães, ex-MDB, um deputado com expressiva votação na região de Manhuaçu, na Zona da Mata. “Realizamos todas as mudanças com a maior harmonia possível. Já tínhamos o maior número de prefeitos nas eleições de 2024 e agora conseguimos a maior bancada na Assembleia Legislativa”, afirmou Soares. Por sua vez, Leninha, presidente estadual do PT, ressaltou que as decisões sobre a entrada e saída de membros são tomadas democraticamente.
Fim da Representação de Algumas Legendas
O encerramento da janela partidária também resultou no desaparecimento de duas legendas da Assembleia. O PSOL, que tinha a deputada Bela Gonçalves como filiada, deixou o Legislativo com a mudança da parlamentar para o PT. De maneira semelhante, o Mobiliza não conta mais com representantes na Casa, após o desligamento de seu único deputado, Grego da Fundação, para o União Brasil. Além disso, a Rede, o PRD e o MDB, que antes tinham mandatos, agora contam com apenas um parlamentar cada na Assembleia.
