Copasa Fortalece Relações com Gestores Municipais
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) está empenhada em estabelecer um diálogo ativo com as 636 prefeituras que atendem no estado. De acordo com a presidente da empresa, Marília Carvalho de Melo, essa iniciativa visa garantir transparência durante o processo de desestatização da companhia. A expectativa é que a privatização seja finalizada até o final deste semestre, com ênfase na universalização dos serviços de saneamento básico.
“As prefeituras são nossos principais clientes. Nós entregamos água e coletamos esgoto através de contratos assinados com os municípios. Portanto, manter um diálogo constante para entender os aprimoramentos necessários durante toda a gestão da companhia é essencial”, destacou Marília durante o seminário “Saneamento em Foco”, promovido pelo jornal O TEMPO, na última quinta-feira (9/4).
Processo de Privatização em Andamento
Desde que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais autorizou a privatização da Copasa em dezembro do ano passado, a companhia já se reuniu com aproximadamente 370 prefeitos para discutir os próximos passos da empresa. Marília ressaltou que o objetivo é alcançar todas as prefeituras e, para isso, um ofício foi enviado há duas semanas a todos os municípios, reforçando os detalhes sobre a mudança na operação da companhia.
A presidente também explicou que a Copasa está investindo na criação de uma “janela de oportunidades” para os municípios. “Estamos conversando com todos os prefeitos sobre melhorias nos contratos já existentes, garantindo futuras universalizações, investimentos e a qualidade dos serviços prestados”, acrescentou.
Aprimoramento dos Contratos de Saneamento
Uma das principais metas da Copasa, antes de concluir a privatização, é convencer os gestores de 327 municípios que atualmente apenas recebem abastecimento de água a atualizarem seus contratos para incluir também o serviço de esgotamento sanitário. “Oferecer o serviço de forma integrada aumenta significativamente a eficiência operacional, reduzindo os custos. O esgoto é crítico para a saúde pública e a qualidade ambiental, trazendo benefícios sociais e econômicos para as cidades”, afirmou Marília.
Compromisso com o Marco Legal do Saneamento
Neste cenário de transições e negociações, Marília assegura que as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, que prevê acesso à água potável para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2033, permanecerão como pilares centrais da Copasa. “A universalização é uma premissa essencial no saneamento e no processo de desestatização. Isso é vital para atrair os investimentos necessários e melhorar a eficiência operacional da companhia”, concluiu a presidente.
