Seca se Ameniza em Diversas Regiões do Brasil
A última atualização do Monitor de Secas, referente ao mês de março de 2026, trouxe boas notícias para muitos estados brasileiros. De acordo com o relatório, a severidade da seca diminuiu em 19 unidades da Federação, incluindo Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Entretanto, Santa Catarina foi a única a registrar um aumento na intensidade da seca. Além disso, quatro estados mantiveram a estabilização no quadro de secas: Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rondônia, enquanto Acre, Distrito Federal e Espírito Santo permaneceram livres desse fenômeno.
Conforme os dados do Monitor, o Nordeste se destacou como a região mais afetada pela severidade da seca, sendo a única a registrar níveis extremos, com 88% de sua área afetada. Em contrapartida, o Norte do Brasil apresentou as condições menos severas, com menos de 1% do território enfrentando seca moderada. O Centro-Oeste se destacou por ter o menor percentual de área com seca, totalizando 30%. Comparando fevereiro e março, foi possível notar um aumento da área com seca no Norte e Sul, enquanto o Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste tiveram uma diminuição significativa.
Detalhes por Região
O Monitor de Secas revelou que, embora tenha havido um alívio em diversas áreas, algumas regiões ainda enfrentam desafios. No Centro-Oeste, a seca grave, que afetava partes de Goiás e Mato Grosso do Sul em fevereiro, foi eliminada. No Nordeste, a área de seca extrema caiu de 5% para 2%, com a Paraíba e Pernambuco saindo do quadro crítico. Já no Norte, a seca moderada foi identificada exclusivamente em Tocantins. A região Sudeste também viu uma redução na área sob seca grave, com Minas Gerais se recuperando. Por fim, o Sul não registrou mais seca grave, embora essa categoria ainda estivesse presente em algumas partes do Paraná no mês anterior.
Entre fevereiro e março, seis estados apresentaram um aumento na área afetada pela seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Em contraposição, a área com seca diminuiu em 12 estados, incluindo Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. A situação permaneceu inalterada em seis unidades da Federação: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. Vale ressaltar que Acre, Distrito Federal e Espírito Santo seguiram sem registros de seca.
Regiões em Situação Crítica
Em março, sete estados apresentaram seca em 100% de suas áreas: Ceará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo. Nos outros estados afetados, os percentuais variaram entre 10% e 93%. De acordo com os dados do Monitor, o Amazonas lidera a área total afetada pela seca, seguido por Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Piauí. No total, entre fevereiro e março, a área afetada pelo fenômeno reduziu de 4,6 para 4,2 milhões de km², correspondendo a cerca de 49% do território nacional.
A Importância do Monitor de Secas
O Monitor de Secas desempenha um papel fundamental no acompanhamento das condições de seca no Brasil. Com base em indicadores que medem a severidade do fenômeno e seus impactos, a ferramenta é crucial para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a mitigação dos efeitos da seca. Os dados podem ser acessados pelo site monitordesecas.ana.gov.br e também pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível para Android e iOS.
Iniciado em julho de 2014, o projeto buscou inicialmente acompanhar a situação no Nordeste, mas desde 2018 sua cobertura se expandiu, culminando na inclusão do Amapá no Mapa do Monitor em dezembro de 2023. A metodologia adotada foi inspirada nos modelos de monitoramento de secas utilizados nos Estados Unidos e no México, contemplando fases como coleta de dados, cálculo de indicadores, elaboração do Mapa e validação com os estados participantes. Esse esforço colaborativo permite que o Monitor de Secas forneça dados precisos, essenciais para o enfrentamento da seca no Brasil.
