Produtividade do café em Baependi registra crescimento expressivo
Baependi (MG), município no Sul de Minas Gerais, destaca-se pelo salto na produção de café após a implementação da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Em apenas três anos, a produtividade média das lavouras acompanhadas pelo programa aumentou de 15,08 sacas por hectare, em 2022, para 32,29 sacas por hectare em 2025, o que representa um crescimento de 114,12%.
Este avanço supera a média Nacional do café arábica, que atingiu 24,1 sacas por hectare no mesmo intervalo, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O técnico de campo Luiz Felipe Kraus coordena o atendimento a 28 produtores que cultivam 85,56 hectares na região, ressaltando que o sucesso é resultado da assistência técnica contínua e da adesão dos agricultores às recomendações de manejo.
Manejo técnico e modernização fortalecem as lavouras
As práticas recomendadas pela ATeG incluem adubação equilibrada, manejo adequado do solo e podas, análises regulares da fertilidade, ajustes no espaçamento e renovação das áreas produtivas mais antigas. Além disso, o programa estimula a troca de experiências entre produtores, o associativismo para redução de custos com insumos e a participação em eventos técnicos como a Semana Internacional do Café (SIC) e o Cupping de Cafés Especiais do ATeG Café+Forte.
Leia também: Vacinação em Uberaba é reforçada durante Semana Nacional da Imunização com ações em bairros
Leia também: Americana desaparecida desde fevereiro é encontrada morta no México; sete filhos estão seguros
O presidente do Sindicato Rural de Baependi, Sirlei Silvério, destaca que os avanços em Baependi também incentivaram municípios vizinhos, como Aiuruoca e Alagoa, a ampliaram seus investimentos na cafeicultura. Esse movimento resultou em um aumento superior a 500% no número de pequenos produtores interessados na atividade, impulsionando o setor regionalmente.
Qualidade e premiações reforçam valorização do café
O impacto da assistência técnica também se reflete na qualidade do café produzido. Um exemplo é o produtor Michel Lopes Maciel, que iniciou a produção em 2020 com 1.500 pés de café e, após ingressar na ATeG em 2022, ampliou a lavoura para 5 mil pés, atingindo uma produção de 50 sacas em 2025. A propriedade conquistou o 2º lugar na categoria Café Natural e no ranking geral do 33º Concurso de Qualidade Minasul de Cafés Especiais, além de destaque no 9º Cupping ATeG Café + Forte durante a Semana Internacional do Café.
Michel atribui essa evolução ao acompanhamento técnico, afirmando que sem o suporte do ATeG não teria alcançado a produção nem a qualidade de café especial atuais.
Leia também: Minas Gerais Recebe 8ª Edição do Fórum Nacional de Turismo Religioso com Expectativas Altas
Leia também: Acidente na Avenida Leste-Oeste em Maceió Causa Lentidão no Trânsito
Sucessão familiar fortalece continuidade da cafeicultura
Outro benefício do programa é o fortalecimento da sucessão familiar em propriedades rurais. Simone Vieira, produtora em Baependi, representa famílias que cultivam café há mais de quatro décadas. Assumindo a gestão da propriedade, Simone mantém a tradição familiar que inclui também produção de milho e criação de bovinos.
A nova geração, representada pela filha Rafaela, de 14 anos, demonstra interesse em seguir na atividade rural. Simone projeta uma safra ainda mais robusta para 2026, com expectativa de alcançar 75 sacas por hectare, resultado atribuído à assistência técnica e às boas práticas de manejo adotadas.
Assistência técnica consolida avanços na cafeicultura mineira
O exemplo de Baependi (MG) evidencia o papel fundamental da assistência técnica na transformação da cafeicultura em Minas Gerais. A ATeG contribui para ganhos significativos em produtividade, qualidade e gestão, consolidando um modelo de maior eficiência no campo e valorização do café brasileiro nos mercados nacional e internacional.
