Encontro estadual fortalece a aquicultura em Minas Gerais
Entre os dias 9 e 11 de junho, Uberlândia sediou a etapa estadual de Minas Gerais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O evento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores, empresas, representantes da sociedade civil e do poder público para debater os desafios e oportunidades do setor no estado. O objetivo principal foi elaborar propostas que subsidiarão a etapa nacional da conferência, prevista para novembro de 2026, em Brasília (DF).
A programação foi dividida em dois momentos distintos. Durante a Aquishow Brasil 2026, realizada em Uberlândia, os participantes focaram nos temas relacionados à aquicultura. Já no dia 25 de junho, está prevista a discussão dos assuntos ligados à pesca. Esta estratégia visa aprofundar o debate e garantir a participação ampla dos setores envolvidos.
Participação do governo e entidades setoriais
A cerimônia de abertura contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, que representou o Ministério durante o evento. Também participaram o diretor-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, e integrantes do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). Essas presenças reforçam o compromisso institucional com o desenvolvimento sustentável do setor.
Segundo Paulo Faria, coordenador da Comissão Executiva Nacional da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, realizar o encontro dentro da Aquishow Brasil fortalece o diálogo ao reunir produtores, pesquisadores e lideranças diretamente envolvidos na atividade. A iniciativa contribui para a construção coletiva das políticas públicas necessárias para o crescimento da aquicultura e pesca no país.
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Retomada da participação social no setor
O Governo Federal destaca a importância da realização dessas etapas regionais como parte da retomada da participação social no setor de Pesca e Aquicultura, após 16 anos. O tema central da conferência nacional será “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”. A expectativa é que o evento de novembro consolide as propostas e promova avanços significativos para o segmento.
O setor de aquicultura e pesca é fundamental para a economia e geração de emprego em Minas Gerais e no Brasil. A participação ampla da sociedade civil, produtores e governo tende a fortalecer políticas públicas que assegurem o desenvolvimento sustentável e a competitividade do setor no cenário nacional e internacional.
Exportações de soja e milho impulsionam agronegócio brasileiro
Paralelamente à conferência, o agronegócio brasileiro mantém seu protagonismo no mercado externo. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), as exportações de soja no Brasil devem atingir cerca de 15,3 milhões de toneladas em junho de 2026, superando os números do mesmo período do ano anterior. Este desempenho reforça a posição do país como líder mundial na produção e comercialização da oleaginosa.
Os dados indicam que, até maio de 2026, os embarques acumulados de soja ultrapassaram 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores resultados da história para o setor exportador. A China continua sendo o principal destino, absorvendo aproximadamente 70% das exportações, seguida por países como Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México.
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Desempenho do farelo de soja e crescimento das exportações de milho
O farelo de soja também registra avanço expressivo. A ANEC projeta embarques próximos a 2,24 milhões de toneladas em junho, reflexo do fortalecimento da indústria nacional de processamento que agrega valor à produção agrícola. Os principais mercados para o farelo brasileiro incluem Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, evidenciando a diversificação dos destinos.
Além disso, as exportações de milho têm apresentado crescimento acelerado. Os embarques acumulados em 2026 superam 6,3 milhões de toneladas, com previsão de cerca de 598 mil toneladas para junho. O cereal brasileiro amplia sua participação em mercados estratégicos no Norte da África e Oriente Médio, com destaque para Egito, Vietnã, Irã, Argélia, Malásia e Arábia Saudita.
Logística e infraestrutura impulsionam competitividade
A logística portuária desempenha papel crucial no desempenho das exportações brasileiras. Portos como Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho. O Arco Norte, em especial, tem ampliado sua relevância, contribuindo para a redução de custos e aumento da competitividade dos produtos no mercado internacional.
Com produção elevada, infraestrutura em crescimento e mercados consolidados, o agronegócio brasileiro, especialmente o complexo soja e milho, mantém seu papel central na balança comercial do país. A tendência é que os embarques sigam acelerados no segundo semestre, impulsionados pela demanda global por alimentos e proteínas.
