Cobrança no vestiário e postura de Neymar
Em entrevista nesta terça-feira, o técnico Cuca falou abertamente sobre a cobrança de Neymar aos companheiros durante o empate por 2 a 2 com a Chapecoense. Segundo o treinador, apesar de existirem regras internas para que situações do vestiário fiquem ali, algumas cobranças acabam sendo externadas. “No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece teria que morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia. Daqui a pouco vocês sabem outra aí. Mas é, daqui a pouco. Acontece. Cobrei hoje lá. Nós temos deixado o adversário finalizar tanto, tipo de cobrança também, lógico que sem ofender ninguém. Tem que ter para menino, para velho”, explicou.
Cuca afirmou que momentos de destempero são naturais, comparando a situação à convivência familiar: “Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”.
Conversa sobre o futuro de Neymar e atuação no jogo
O camisa 10, que também cobrou o time durante o confronto, teve uma conversa com Cuca sobre seu futuro no Santos. O técnico ressaltou que Neymar está comprometido e gosta de jogar pelo clube: “Neymar é um cara muito fácil de lidar. Uma boa pessoa. Perguntei isso, perguntei para ele o que era o anseio dele de agora até o fim do ano. Falou que está aqui porque gosta do Santos, de jogar, que é o prazer da vida dele. Ele está bem. Era combinado que eles jogariam meio-tempo. Eles entraram na segunda parte do jogo, iam entrar de qualquer forma, fazia parte do planejamento para estarem em condição boa para sábado e terça-feira. Lembram muito, lembro do Ronaldinho em 2012 para o Galo, foi maravilhoso para o Galo e para o Ronaldo. Tem grandes semelhanças, sim”.
Análise do desempenho e próximos desafios
Cuca avaliou a atuação do Santos diante da Chapecoense, destacando a dificuldade em manter a sequência de bons resultados. “Começamos o jogo com 4 a 1. Tomamos um gol no finalzinho e aqui. Buscávamos ter um bom rendimento. Quando consegue sequência de bom jogo, para jogar com lanterna do campeonato, tropeço jogando em casa, você perde parte da confiança, o próprio torcedor, a cobrança até diferenciada até razão. Quando se toma um gol, isso dobra o peso, tivemos que nos remontar, passar por cima de uma situação delicada emocionalmente e reverter”, comentou.
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O treinador também ressaltou as oportunidades desperdiçadas: “Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com ela na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”.
Preparação para as quartas de final da Copa do Brasil
O Santos agora foca na classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, com jogos marcados para 1 e 4 de agosto contra o Remo, na Vila Belmiro e no Mangueirão, respectivamente. Cuca confirmou que Neymar deve atuar nas duas partidas: “Todo resultado interfere. Estávamos aí por uma vitória no sábado para ter uma sequência de bons jogos e vitórias para dar uma subida na tabela. Não pense que o sábado foi bem dormido, que o domingo foi agradável. Te xingam de tudo se você coloca o pé na areia domingo. Teve trabalho que não teve a vitória. O que é combinado não é caro. Pessoal entende. São planejamentos que a gente tem e vamos cumpri-lo à risca. Conto com ele nos dois jogos”.
Estratégias táticas e ajustes no meio-campo
Sobre a formação da equipe, Cuca comentou sobre a adaptação de jogadores no meio-campo: “Tenho variado. Tem momentos do Arão, acho como ele tem que sair. O Oliva está se firmando nessa posição. A gente busca esse sincronismo, vamos encontrar, quem sabe aí que a gente encontre o equilíbrio da equipe. Quando joga com quatro atacantes como jogamos hoje no segundo tempo, eles ficam sobrecarregados, você vai ser muito mais ofensivo, não vai ter tudo. Tem que escolher, ou jogo mais fechadinho e jogo menos risco, em contrapartida o adversário terá menos chance de gol”.
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Planejamento para utilização dos principais jogadores
Cuca explicou a estratégia para a participação dos atletas em campo, especialmente Neymar e Bontempo: “Estava tudo combinado. Foi levado à risca o planejamento que tivemos de por os caras para jogarem uma parte, se não ficaria espaçado para o jogo de sábado. Jogaram 45 minutos, no início consegue ver um monte de coisa. A gente analisar também comissão técnica tudo o que vimos de bom”.
Equilíbrio da equipe e perspectivas para a sequência
O técnico ressaltou a importância do equilíbrio para a equipe e a possibilidade de utilizar jogadores como Rollheiser, Gabigol e Neymar juntos: “Podem jogar juntos (Rollheiser, Gabigol e Neymar), vamos trabalhar. Não sei se nesse jogo. Jogaram contra San Lorenzo, jogo pesado, bem jogado, poderíamos ter vencido. São situações para analisarmos, dar o equilíbrio, muito tempo desses 22, 23 jogos. Tivemos equilíbrio na grande maioria dos jogos. Perdemos cinco ou quatro jogadores, recuperamos jogadores que são importantíssimos”.
Cuca finalizou destacando a confiança no trabalho e a necessidade de ajustes: “O trabalho pode ser bem reconduzido, temos que encontrar esse equilíbrio para ter uma equipe confiável, ajustar as linhas, trabalhar com menos risco, é trabalho do treinador isso tudo. Às vezes não vai contentar o grupo, temos que pensar no time. Os quatro jogos, nós fizemos 8 a 3 na UCV, empatamos com a Chape e perdemos do Botafogo. O jogo da Chape que não foi legal, mas muita chance de gol perdida. Se a gente botar o pé na forma e fizer 20% do que criamos, a gente vai vencer os jogos”.
