Ronaldo Fenômeno nega críticas diretas a Ancelotti após eliminação da Seleção
A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, segue gerando debates acalorados. Entre as vozes que se destacaram está a de Ronaldo Nazário, bicampeão mundial e um dos maiores nomes da história da Seleção Brasileira. Conhecedor da pressão que envolve defender o país em Mundiais, o Fenômeno teve seu nome envolvido em declarações que criticavam as escolhas do técnico Carlo Ancelotti, mas ele mesmo negou ter concedido entrevistas ou feito comentários oficiais após o jogo.
Segundo publicações do jornal espanhol AS, Ronaldo teria apontado que os erros da comissão técnica foram determinantes para a queda da equipe. “Essa eliminação começa com as decisões tomadas no banco de reservas. Carlo Ancelotti é um dos melhores técnicos da história do futebol, mas hoje ele cometeu muitos erros”, dizia o trecho atribuído ao ex-atacante e repercutido até pela CBN, do grupo Globo. No entanto, horas depois, Ronaldo utilizou sua conta no X (antigo Twitter) para desmentir a informação e classificar as declarações como “fake news”. “Oi, pessoal! Apenas para esclarecer que ontem, após o jogo do Brasil, não dei nenhuma entrevista nem conversei com veículo algum. Qualquer declaração circulando na imprensa não passa de fake news”, escreveu.
Ancelotti e os bastidores da eliminação: decisões e consequências
Após o revés, Carlo Ancelotti fez uma análise diferente da partida, afirmando que a Seleção merecia avançar na Copa. Em entrevista ao ge, o treinador destacou que a derrota deve ser encarada como o começo de uma nova fase. “Acho que também o jogo de hoje merecia ganhar o jogo e quando passa um momento assim tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota”, declarou.
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Ancelotti também ressaltou o papel decisivo do atacante norueguês Haaland, autor dos dois gols que definiram a classificação da Noruega. “Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo […] nós durante 70 minutos o jogo estava sob controle, mas o Haaland acabou decidindo”, explicou o técnico.
Entre os pontos que levantaram questionamentos na imprensa e entre torcedores, estavam as escolhas ofensivas do treinador. A ausência de João Pedro na lista de convocados e a utilização de Endrick durante o torneio foram temas debatidos. A comissão técnica justificou as substituições como tentativas de dar mais profundidade ao ataque. “Teve oportunidade um ou dois minutos depois. Para ter qualidade no último terço, colocamos Neymar e na direita, Endrick”, afirmou Ancelotti.
Pênalti perdido e repercussão sobre Vini Jr.: os detalhes que marcaram o jogo
As mudanças, no entanto, não surtiram o efeito esperado. Endrick desperdiçou uma chance clara no segundo tempo, diante do goleiro Nyland. Antes dele, Bruno Guimarães havia perdido um pênalti na etapa inicial. A comissão técnica explicou que a definição do cobrador foi baseada em um levantamento estatístico sobre os jogadores, feita antes da partida. “Porque fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli”, explicou Ancelotti. Como Neymar, Igor Thiago e Raphinha não estavam em campo, Bruno assumiu a responsabilidade, mas não conseguiu converter.
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Outro nome que entrou na análise do desempenho da Seleção foi Vinicius Jr., citado em algumas avaliações públicas sobre o desempenho da equipe na Copa. Essas falas, no entanto, fazem parte do mesmo conjunto de declarações atribuídas a Ronaldo, que foram desmentidas pelo próprio ex-jogador.
O legado de Ronaldo e o peso da eliminação brasileira
Ronaldo Nazário, que disputou quatro Copas do Mundo, conquistou os títulos de 1994 e 2002 e foi artilheiro do Mundial da Coreia do Sul e Japão, com oito gols, marcou época no futebol brasileiro. Ele anotou duas vezes na final de 2002 contra a Alemanha, ajudando o Brasil a conquistar o pentacampeonato. Durante anos, também foi o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols.
A derrota para a Noruega encerra o sonho do hexacampeonato e marca a primeira vez desde 1990 que o Brasil é eliminado antes das quartas de final. Além disso, o jejum brasileiro sem conquistar a taça mais importante do futebol chega a 28 anos, evidenciando um momento de transição e desafios para a Seleção.
