Manifestações em Frente à Assembleia Legislativa
No último domingo (22), servidores públicos de Minas Gerais realizaram um protesto em frente à Assembleia Legislativa (ALMG) enquanto Mateus Simões (PSD tomava posse como governador titular do estado no Palácio da Inconfidência. O ato contou com a participação de dezenas de funcionários que erguiam cartazes com críticas direcionadas tanto a Simões quanto ao ex-governador Romeu Zema (Novo), que oficializou a passagem do cargo.
O protesto reuniu principalmente trabalhadores de sindicatos ligados à saúde, educação e meio ambiente. A principal reivindicação dessas categorias é a recomposição salarial que compense as perdas ocorridas devido à inflação, especialmente em anos em que os salários não foram reajustados. No setor educacional, por exemplo, os servidores estão pleiteando um aumento de 41,8%, um percentual que se assemelha ao solicitado por profissionais de outras áreas, incluindo as forças de segurança pública.
Últimos A atos do Governo Zema
Recentemente, como uma das últimas iniciativas de Zema em seu mandato, o governo estadual apresentou um projeto de lei à Assembleia, propondo uma recomposição salarial de apenas 5,4% para o funcionalismo público. Essa proposta, no entanto, não agradou a maioria dos servidores, que argumentam que o aumento é insuficiente diante das perdas salariais acumuladas.
O protesto que marcou o término do mandado de Zema e o início da gestão de Simões reforça um padrão de insatisfação que persistiu ao longo do tempo em que ambos estiveram à frente do Executivo. Desde o primeiro mandato de Zema, mesmo com a regularização dos pagamentos, continuam as tensões entre o governo e os servidores, que exigem urgentemente a correção inflacionária de seus salários como a principal reivindicação.
A situação atual evidencia um descontentamento generalizado, que pode impactar as relações entre o novo governo e os servidores. Eles esperam que a administração de Simões adote uma postura mais receptiva às suas demandas, ao contrário do que experimentaram até aqui. O futuro da relação entre a gestão pública e os servidores poderá ser um indicativo da capacidade do novo governador de lidar com os desafios impostos pelo funcionalismo estadual.
