Prioridade na Candidatura à Presidência
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, reafirmou nesta quinta-feira (16) sua intenção de seguir firme na corrida pela Presidência da República. Ele assegurou que sua pré-candidatura será mantida até o fim, mesmo diante das especulações sobre um convite para atuar como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Zema destacou a importância de seu partido estabelecer alianças estratégicas, especialmente com o PL, em estados como Minas Gerais e São Paulo, uma ação que já foi realizada com sucesso no Sul do Brasil. Durante um evento em São Paulo, onde apresentou seu programa de governo, ele ressaltou: “Eu vou priorizar a minha pré-candidatura. Ela vai até o final, a candidatura idem.”
Além disso, o ex-governador se posicionou sobre as críticas direcionadas aos seus concorrentes ao afirmar: “Eu sou o pré-candidato, o candidato, o único que já consertou as barbaridades do PT, porque eu assumi um estado arruinado. Então, eu tenho esse diferencial.”
Desafios à Classe Política
Durante seu discurso, Zema fez uma comparação direta com o governo de seu antecessor, Fernando Pimentel (PT), atribuindo a ele o aumento da dívida do estado com a União. Sua defesa mais contundente veio ao criticar outros políticos do campo da direita, afirmando que não envolveu familiares em sua administração: “Gosto de fazer desafio. Eu, que fui governador até 25 dias atrás, sabem quantos parentes eu levei para o governo de Minas? Zero.”
Essa afirmação foi feita em resposta a casos de nepotismo envolvendo outros políticos, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado (PSD), que, segundo a Folha de S. Paulo, têm parentes ocupando cargos em suas respectivas administrações. Zema enfatizou: “Eu tenho autoridade para falar desses absurdos. Agora, o que eu vejo de outros candidatos é o contrário.”
Propostas para um Novo STF
No evento intitulado “Brasil Sem Intocáveis”, Zema apresentou seu plano de governo. Uma de suas principais propostas inclui a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, deve ser mais transparente e responsável. “A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, onde seus membros prestem contas de seus atos. Parentes de ministros não podem ter negócios jurídicos. Quero uma idade mínima de 60 anos e um mandato de 15 anos para que haja a coroação de uma carreira irretocável”, declarou.
Ele ainda prometeu cortar gastos excessivos do governo atual e focar na segurança pública, propondo a classificação de facções criminosas como terroristas e a alteração da maioridade penal. Além disso, Zema voltou a abordar o tema da anistia, defendendo a liberdade para aqueles condenados pela tentativa de golpe de Estado, como os eventos de 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com uma postura firme, ele busca não apenas conquistar voto, mas também estabelecer um diálogo direto com a população sobre suas intenções e propostas para um futuro melhor.
