Sedese Explora Novas Abordagens em Habitação
Com o intuito de enriquecer suas práticas e aprimorar a política habitacional de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) promoveu uma visita técnica ao Paraná. O foco da agenda foi aprofundar o entendimento sobre modelos de políticas públicas habitacionais que se destacam no estado vizinho. A ideia era identificar boas práticas e soluções inovadoras que possam ser adaptadas à realidade mineira.
A comitiva mineira foi composta por importantes figuras da Sedese, incluindo o secretário de Desenvolvimento Social interino, Ricardo Alves, e o subsecretário de Política de Habitação, Hugo Daysel. Também estiveram presentes especialistas como a arquiteta Marina Quintiliano e o gerente de Infraestrutura Social da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), João Victor Mourão.
Parceria Promove Soluções Efetivas
Durante a visita, a delegação de Minas Gerais participou de reuniões com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), órgão responsável pela implementação das políticas habitacionais no estado. Dessa forma, o grupo teve a oportunidade de conhecer o programa Casa Fácil Paraná, que se destaca pelo seu enfoque estruturado e contínuo na promoção do acesso à moradia. Este programa é notável por combinar subsídios diretos, parcerias com municípios e uma articulação eficaz com o setor privado, visando atender famílias de baixa renda e grupos prioritários.
Ricardo Alves, secretário interino da Sedese, ressaltou a importância da experiência. “O que observamos no Paraná nos demonstra que é possível fazer diferente. A Cohapar desenvolveu um modelo que vai além da simples entrega de uma chave; é uma política que se preocupa com a dignidade das pessoas em todos os sentidos. Desejamos aprender com essa experiência e adaptar o que for possível para Minas, de maneira inteligente e responsável”, afirmou Alves.
Modelo Focado na População Idosa
Um dos momentos mais significativos do intercâmbio foi o contato com o projeto Casa Fácil Paraná – Viver Mais, que é direcionado especificamente à população idosa. Este modelo inovador propõe a construção de condomínios horizontais fechados, com unidades habitacionais adaptadas às necessidades dos idosos e integradas a uma rede de serviços de saúde, assistência social e convivência comunitária.
Os empreendimentos visam promover autonomia, segurança e qualidade de vida para os moradores, tendo como base a acessibilidade universal, com unidades térreas adaptadas e espaços coletivos de convivência. Além disso, contam com equipamentos de lazer e suporte contínuo de equipes multidisciplinares. Centros de convivência, academias ao ar livre e áreas para atividades sociais e de saúde são parte da infraestrutura desses condomínios, reforçando a proposta integrada da política pública.
Marina Quintiliano, arquiteta da subsecretaria de Habitação, destacou a relevância das soluções observadas. “A experiência evidencia a necessidade de políticas habitacionais que vão além da mera entrega de moradias, adotando uma abordagem mais abrangente que leve em consideração aspectos sociais, de saúde e integração comunitária, especialmente diante do envelhecimento populacional que vivenciamos no país. São exemplos concretos que pretendemos aplicar em nossos projetos em Minas Gerais”, declarou Marina.
A programação do intercâmbio também incluiu visitas a empreendimentos, onde a comitiva teve a chance de ouvir diretamente os moradores. Esse contato foi fundamental para entender o impacto positivo que a iniciativa trouxe à qualidade de vida dessas pessoas.
Compromisso com a Qualificação Habitacional em Minas Gerais
A visita técnica ao Paraná fortalece o compromisso da Sedese com a contínua qualificação das políticas públicas habitacionais em Minas Gerais. Ao buscar ativamente referências em outros estados e estabelecer intercâmbios institucionais, a secretaria demonstra que o desenvolvimento de soluções habitacionais mais eficientes e alinhadas às necessidades atuais requer diálogo, troca de experiências e inovação.
As práticas observadas têm um potencial significativo de adaptação e replicação no contexto mineiro, contribuindo para uma política habitacional que prioriza a qualidade de vida da população.
