Movimentações Intensificadas nas Eleições de 2026
Com o fim do prazo de filiação partidária se aproximando, as movimentações nos bastidores políticos de Juiz de Fora estão em ritmo acelerado. O início de abril marca a contagem regressiva para aqueles que desejam concorrer nas eleições gerais de 2026. Neste cenário, seis vereadores já se posicionaram como pré-candidatos, número que se mantém igual ao registrado em abril de 2018, conforme destacou a Tribuna de Minas. Entretanto, essa quantidade é inferior aos 11 nomes que participaram da disputa em 2022.
A Tribuna de Minas fez um levantamento com todos os 23 vereadores da cidade, contando com respostas diretas e por meio de assessorias, para identificar os pré-candidatos atuais. Os nomes que se destacam na corrida eleitoral incluem:
- Dr. Antônio Aguiar (União): Pré-candidato a deputado estadual, apoiando o deputado federal Rodrigo de Castro (União);
- João do Joaninho (PSB): Pré-candidato a deputado estadual;
- Laiz Perrut (PT): Pré-candidata a deputada estadual, com apoio da deputada federal Ana Pimentel (PT);
- Roberta Lopes (PL): Pré-candidata a deputada estadual, apoiando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL);
- Sargento Mello Casal (PL): Pré-candidato a deputado federal, com o apoio de Bruno Engler (PL) e Sargento Rodrigues (PL);
- Tiago Bonecão (Democrata): Pré-candidato a deputado estadual.
Além destes, diversos vereadores estão alinhando apoio a candidatos que farão parte da disputa. André Luiz (Republicanos) apoia Gilberto Abramo e Charles Santos (Republicanos); Cida Oliveira (PT) considera a possibilidade de se candidatar, mas foca em reforçar a bancada do partido.
Articulações de Apoio em Destaque
Cido Reis (PCdoB) e João Wagner Antoniol (MDB) também manifestaram apoio a candidatos nas eleições. Enquanto a assessoria de Juraci Scheffer (PT) confirmou que este ainda está avaliando sua candidatura, o líder do governo na Câmara, Pardal (União), está em conversação sobre a possibilidade de concorrer a deputado federal, conforme informações recentes.
Já André Mariano (PL) e Fiote (PDT) estão analisando quais candidatos apoiar, buscando se alinhas às estratégias políticas que melhor atendam seus interesses e objetivos eleitorais. Maurício Delgado (Rede), por sua vez, está aguardando as orientações do diretório estadual para decidir seu futuro na disputa.
Uma Pré-Candidatura em Debate
Nos últimos meses, outra pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi cogitada: a secretária Cidinha Louzada, responsável pelo Desenvolvimento Urbano de Juiz de Fora. Em uma coletiva de imprensa, ela anunciou sua retirada da corrida, ressaltando a importância de suas funções na prefeitura e a necessidade de agir em prol da cidade. A secretária planejava uma campanha em conjunto com Ana Pimentel, e destacou que estava se preparando para essa disputa antes de decidir interrompê-la.
Ela afirmou: “Eu estava pronta para essa disputa, mas a situação atual me fez repensar. A estratégia agora é continuar trabalhando pela cidade”.
Análise do Cenário Político
O cenário político é objeto de análise do professor Luiz Ademir de Oliveira, da UFSJ, que acredita que a quantidade reduzida de vereadores se candidatando não indica uma fuga da disputa, mas sim uma reorganização do ambiente político. Segundo ele, há uma tendência de consolidação de nomes já conhecidos, o que pode dificultar a entrada de novas lideranças.
Ele também aponta que o custo político de uma candidatura aumenta devido à necessidade de estrutura e parceria, além do risco de desgaste com uma votação baixa. A chamada “campanha permanente” é um fator favorável para aqueles que já ocupam cargos, pois mantém sua visibilidade e potencializa as chances de reeleição. Mesmo que não venham a ganhar em 2026, os pré-candidatos têm a oportunidade de fortalecer suas bases para futuras eleições.
Conjuntura e Estratégia Eleitoral
Diogo Tourino, outro especialista em Ciência Política, destaca que as eleições estaduais e federais são uma oportunidade para vereadores manterem seus nomes em evidência, preparando-se para futuras disputas, incluindo as municipais de 2028. O movimento atual de lançar candidatos está vinculado à construção de palanques e estratégias políticas a longo prazo.
Os eleitores irão às urnas não apenas para as disputas estaduais, mas também para a escolha do governo de Minas, da Presidência da República e para duas vagas no Senado, com o primeiro turno programado para 4 de outubro.
