Orbis Energia expande geração solar em Minas Gerais
A Orbis Energia está em fase de preparação para instalar sete novas usinas solares em Minas Gerais, todos voltados para um fundo imobiliário com investidores pulverizados. Cada unidade terá capacidade de geração de cinco megawatts-pico (MWp), conforme informações exclusivas ao Diário do Comércio.
De origem mineira e com sede em São Paulo, a empresa é responsável não só pela construção desses parques, mas também por sua operação e manutenção. Um dos projetos está em andamento em Lavras, no Sul do Estado, com a inauguração prevista para setembro. Os demais seis serão instalados em Cláudio, na região Centro-Oeste de Minas, e devem entrar em operação em novembro de 2027.
Investimento de R$ 200 milhões e histórico de projetos
Em julho, a Orbis inaugurou uma usina de cinco MWp em Monte Sião, também no Sul de Minas, para o mesmo fundo imobiliário, cujo nome não foi divulgado. A empresa atuou como EPCista e segue responsável pela operação do ativo. Ao considerar as sete usinas em desenvolvimento junto à já inaugurada, o investimento total do fundo imobiliário no estado soma R$ 200 milhões.
Além desses projetos, a Orbis Energia possui seis usinas próprias, inauguradas entre 2018, ano da fundação, e 2025. Quatro estão em Minas Gerais, localizadas em Itabira, com potências que vão de 300 a 500 quilowatts-pico (kWp), e duas em São Paulo, ambas com cinco MWp, localizadas em São Joaquim da Barra e Igarapava.
Leia também: Minas Gerais Alcanca 14 GW em Geração de Energia Solar: Um Marco Sustentável
Leia também: Minas Gerais se Destaca como Líder na Geração de Energia Solar no Brasil
O portfólio da empresa inclui ainda 45 usinas solares desenvolvidas para outros investidores entre 2019 e 2023, espalhadas por Minas Gerais e que somam aproximadamente 200 MW de potência. Esses empreendimentos, construídos e operados por terceiros, representam quase R$ 1 bilhão em investimentos.
Crescimento acelerado e metas para 2027
O faturamento da Orbis Energia cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Em 2023, a receita foi de R$ 25 milhões, valor que deve dobrar até 2025. A meta da empresa é alcançar R$ 100 milhões em faturamento até 2027, ampliando sua base para 50 mil consumidores. Atualmente, a carteira conta com 2 mil clientes, sendo 60% residenciais e 40% comerciais.
O fundador e CEO Hugo Andrade destaca que, diante do cenário macroeconômico desafiador, com crédito mais caro e famílias endividadas, a proposta da Orbis — oferecer economia na conta de luz por meio da energia solar — ganha ainda mais relevância. A empresa busca democratizar o acesso à energia limpa, permitindo que consumidores finais reduzam custos e participem da transição energética.
Perspectivas com abertura do mercado livre
Andrade ressalta que a abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão, prevista para novembro de 2027 para o setor comercial e industrial e novembro de 2028 para residenciais, deve impulsionar os negócios e ampliar a base de clientes. Essa mudança pode tornar a energia solar por assinatura, produto disruptivo para o executivo, ainda mais acessível.
Leia também: Expansão da Omnigen Energy em Minas Gerais: Novos Parques Solares Prometem Reduzir Conta de Luz dos Consumidores
Leia também: Flávio Bolsonaro intensifica campanha em Minas Gerais com foco na segurança e apoio ao PL
Estratégia e foco da Orbis Energia
A trajetória da Orbis começou em Itabira, com uma única usina financiada pelo próprio fundador e a comercialização de créditos de energia. Com o tempo, a empresa expandiu para o desenvolvimento de projetos para terceiros, apoiada na experiência do CEO na área imobiliária. Posteriormente, assumiu a construção, operação e manutenção dos ativos.
Em 2023, diante dos desafios regulatórios e da cobrança do Fio B no mercado de minigeração distribuída, a empresa mudou seu foco para São Paulo, aproximando-se do capital necessário para construir dois empreendimentos no estado. Essa estratégia consolidou a Orbis como EPCista e responsável pelos projetos do fundo imobiliário.
Neste momento, a empresa não planeja ampliar sua frota de usinas próprias. O foco está na construção e operação para investidores, além da possibilidade de reciclar ativos por meio de vendas para fundos imobiliários, o que poderá garantir maior liquidez e renovação do portfólio.
