Debate marca início oficial da corrida eleitoral em Minas Gerais
A Band promove neste domingo (16), às 20h, em Belo Horizonte, o primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais. Confirmaram presença cinco concorrentes: Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e o atual governador Mateus Simões (PSD). O debate será transmitido pela TV Band, BandNews FM em Belo Horizonte, YouTube e demais canais digitais da emissora.
Patrus Ananias (PT), que também foi convidado pela emissora, optou por não participar. O deputado federal estará em São Paulo para um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Band definiu como critério para o convite a presença de partidos ou federações com ao menos cinco representantes no Congresso.
Perfil dos candidatos e cenário político
A disputa reúne perfis variados. Mateus Simões (PSD), que assumiu o governo recentemente após a renúncia de Romeu Zema, tenta a reeleição e representa a continuidade do atual grupo político. Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, retorna à corrida após ser derrotado em 2022. Cleitinho Azevedo (Republicanos), senador desde 2023, teve uma trajetória conturbada, com desistência e retorno à candidatura. Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, é o nome mais recente da política partidária entre os candidatos. Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, mantém a candidatura apesar das negociações políticas para composição de alianças.
Desafios e temas centrais
Minas Gerais, com mais de 16 milhões de eleitores e o segundo maior colégio eleitoral do país, enfrenta desafios como a dívida com a União, a situação fiscal e a necessidade de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Esses temas devem ganhar destaque no debate, que pode influenciar os rumos da campanha e a percepção do eleitorado.
O governador Mateus Simões e o legado de Zema
Mateus Simões assumiu o Palácio Tiradentes após a renúncia de Romeu Zema, de quem foi vice. Sua candidatura ao governo foi construída antes mesmo de assumir o cargo. Migrando do Novo para o PSD, buscou unificar a direita mineira, mas encontrou resistência, sobretudo com as candidaturas concorrentes de Cleitinho Azevedo e Flávio Roscoe. O debate será momento para Simões defender seu governo e responder pelos desafios herdados da gestão anterior.
Cleitinho Azevedo: retomada após crise interna
Senador desde 2023, Cleitinho Azevedo liderou pesquisas na pré-campanha e chegou a desistir da disputa. A resistência da direção nacional do Republicanos quase encerrou sua candidatura, mas ele retornou após apelos e negociações. Sua volta ocorre em um cenário de fragmentação da direita, com Flávio Roscoe (PL) também na disputa, competindo por parcela semelhante do eleitorado.
Alexandre Kalil e a busca pelo Palácio Tiradentes
Ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil mantém a candidatura ao governo após trocar o PSD e o Republicanos pelo PDT. Apesar de tentativas do PT para uma aproximação, Kalil segue como candidato independente da legenda. Em 2022, recebeu apoio de Lula, mas a relação esfriou após a eleição. O debate será uma oportunidade para expor suas propostas e consolidar a base eleitoral.
Flávio Roscoe e a representatividade empresarial
Flávio Roscoe entrou na política recentemente, vindo do setor empresarial. Ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), filiou-se ao PL em março, justamente para compor um palanque próprio do partido. Anunciado pelo deputado federal Charlles Evangelista como vice, Roscoe busca ampliar interlocução com o empresariado e disputar espaço com Cleitinho Azevedo entre os eleitores de direita.
Gabriel Azevedo e o centro político mineiro
Gabriel Azevedo construiu sua candidatura em meio às negociações para reorganização do centro político em Minas. Ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Azevedo resistiu a convites e negociações para abrir espaço a outras candidaturas, inclusive do senador Rodrigo Pacheco. Apesar das tentativas do PT para atraí-lo, afirmou a intenção de seguir na disputa pelo MDB.
Ausência de Patrus Ananias e sua estratégia eleitoral
Patrus Ananias, candidato do PT, optou por não participar do debate para acompanhar ato de campanha presidencial em São Paulo. Lançado após extensa busca do PT por um nome competitivo em Minas, Patrus representa o palanque do presidente Lula no estado. Sua ausência no debate destaca o foco estratégico nacional do partido, que prioriza a eleição presidencial nas próximas semanas.
