Concentração do Fundo Eleitoral nas campanhas de Uberaba
Os dados recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram uma disparidade marcante na arrecadação das campanhas políticas com base em Uberaba. Enquanto alguns candidatos informaram receitas superiores a R$ 300 mil, outros registraram valores abaixo de R$ 10 mil, além de candidatos que ainda não apresentaram prestação de contas. Grande parte dos recursos declarados tem origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, formado por verbas públicas do Orçamento da União e repassado pelos partidos para as candidaturas.
Para o primeiro turno, o teto de gastos autorizado é de R$ 3.176.572,53 para deputado federal e R$ 1.270.629,01 para deputado estadual. Esses limites estabelecem o parâmetro para o volume financeiro que cada candidato pode movimentar durante a campanha.
Arrecadação entre candidatos a deputado federal
Mauricinho de Sá (PSD) lidera a arrecadação entre os candidatos a deputado federal com base em Uberaba, declarando R$ 255 mil. Deste montante, R$ 250 mil são provenientes do Fundo Eleitoral, distribuídos pelo PSD, e R$ 5 mil são doações pessoais do próprio candidato. A última atualização da prestação de contas foi em 31 de agosto, sem registro de despesas pagas até então.
Thiago Mariscal (PSDB) apresentou declaração de R$ 250 mil, inteiramente oriundos do Fundo Eleitoral repassado pelo PSDB, com atualização em 28 de agosto e sem despesas registradas. Franco Cartafina (Podemos) declarou R$ 223 mil, sendo R$ 200 mil do Fundo Eleitoral e R$ 23 mil em doações, sem despesas pagas até 2 de setembro.
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Outros candidatos como Anderson Adauto (PV) informaram R$ 40 mil em doações de pessoas físicas e já registraram R$ 11 mil em despesas pagas. Candidatos como Carlão Agora (PRD) e Ana Lacerda (PSB) ainda não apresentaram prestação de contas, o que impede avaliação financeira completa.
Disparidade na arrecadação entre candidatos a deputado estadual
Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Cabo Diego (PL) lidera a arrecadação entre os candidatos de Uberaba, com R$ 305,5 mil declarados. Deste total, R$ 300 mil são recursos do Fundo Eleitoral repassados pelo PL e R$ 5,5 mil correspondem a doações de três pessoas físicas. Até a última atualização em 26 de agosto, não havia despesas pagas registradas.
Patrícia Melo (PT) declarou R$ 283.040, sendo R$ 183.040 do Fundo Eleitoral e R$ 100 mil em doações do próprio partido. Heli Grilo (PL) informou R$ 253 mil, com R$ 250 mil do Fundo e R$ 3 mil em doação pessoal, além de R$ 3 mil em despesas pagas. China (PCdoB) declarou R$ 40 mil, integralmente do Fundo Eleitoral, sem registro de despesas.
Outros candidatos como Tony Carlos (PSDB) e Ismar Marão (PSD) registraram doações pessoais de R$ 5 mil e R$ 5,6 mil, respectivamente, mas ainda não apresentaram despesas. Lerin (Democrata) e Lidiana Dantas (PL) não apresentaram prestação de contas até a última atualização em 2 de setembro.
Perspectivas sobre arrecadação e gastos futuros
As informações divulgadas correspondem aos dados fornecidos pelos candidatos até as últimas atualizações e podem sofrer alterações até o fim da campanha, com novas receitas e despesas sendo registradas. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que para as eleições de 2026 dispõe de R$ 4,96 bilhões, é distribuído aos partidos conforme critérios legais, como a representação parlamentar, e depois alocado às candidaturas.
Além do Fundo, as doações de pessoas físicas representam outra fonte de financiamento, podendo originar-se de apoiadores ou dos próprios candidatos, dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. A diferença entre receitas arrecadadas e gastos efetivos será acompanhada nas próximas prestações de contas, permitindo avaliar como os recursos são efetivamente utilizados nas campanhas.
