Santa Catarina avança no cenário tecnológico nacional
Santa Catarina superou Minas Gerais e assumiu o posto de segundo maior polo gerador de empregos na área de tecnologia no Brasil. Em 2025, o estado registrou crescimento de 1,8% no número de vagas formais, totalizando 102,2 mil empregos, o que representa 8,53% do total nacional. Os dados são do Observatório ACATE 2026, divulgado pela Associação Catarinense de Tecnologia durante o Startup Summit em Florianópolis.
Faturamento e empresas em alta mostram força do setor
Além da liderança na geração de empregos, Santa Catarina destacou-se pelo faturamento de R$ 47,9 bilhões em tecnologia, equivalente a 8% do PIB estadual e a sexta maior receita do país na área. O estado também registrou a maior taxa de crescimento no número de empresas entre os principais polos brasileiros, com 34,2 mil negócios no setor, alta de 16,4% em relação ao ano anterior, superando a média nacional de 12,4%.
A região Sul catarinense puxou a expansão, com crescimento de 22,8% e 3,6 mil empresas ativas, enquanto a Grande Florianópolis concentra cerca de 11,3 mil empresas, respondendo por 33,2% do setor no estado. A densidade do setor é notável, com 4,18 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, acima da média nacional de 3,1.
Crescimento do faturamento supera média nacional e disputa acirrada com RS
O avanço de 12,7% no faturamento do setor em Santa Catarina quase dobrou a média nacional de 7,1%, mantendo o estado na sexta posição do ranking nacional, com 5,5% do total movimentado. A diferença para o Rio Grande do Sul, logo atrás, é de apenas R$ 130 milhões, revelando uma concorrência próxima entre as duas unidades federativas.
São Paulo lidera com 45% do faturamento nacional, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre 2021 e 2025, Santa Catarina aumentou sua participação no faturamento em 0,55 ponto percentual, atrás apenas do Paraná, o que evidencia o dinamismo do estado no setor.
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Setor tecnológico impacta diretamente o PIB e a economia local
Em 2025, a tecnologia representou 8% do PIB catarinense, um aumento de 0,25 ponto percentual em relação ao ano anterior. Nos últimos cinco anos, essa participação cresceu 17,6%, colocando Santa Catarina como o estado do Sul com maior fatia do setor no PIB e a terceira maior do país.
O faturamento per capita do setor atingiu R$ 5,2 mil, o quarto maior do Brasil, ficando atrás apenas de Distrito Federal, São Paulo e Amazonas. No acumulado entre 2021 e 2025, o faturamento cresceu 45,5%, o número de empresas aumentou 83,3% e a participação no PIB estadual avançou 17,6%. Na prática, o faturamento passou de R$ 32,9 bilhões para R$ 47,9 bilhões, e o número de empresas saltou de 18,6 mil para 34,2 mil no período.
Grandes regiões concentram faturamento e impulsionam interiorização
A Grande Florianópolis lidera o faturamento estadual, respondendo por 39,6%, o equivalente a R$ 18,98 bilhões em 2025. Florianópolis é apontada como a capital com maior participação da tecnologia no PIB municipal, onde o setor representa 21% da economia local. O restante do faturamento está dividido principalmente entre o Vale do Itajaí, com 28% (R$ 13,4 bilhões), e o Norte Catarinense, com 17,6% (R$ 8,41 bilhões). Todas as mesorregiões registraram crescimento entre 2022 e 2025, com destaque para a interiorização puxada pelo Vale do Itajaí e Norte Catarinense.
Empregos em tecnologia crescem acima da média e remuneração é atraente
O aumento de 1,8% nas vagas em Santa Catarina superou a média nacional de 1,5%. O estado ocupa a segunda posição em intensidade de empregos no setor, com 35 vagas para cada mil trabalhadores formais ativos. A remuneração média mensal na área é de R$ 6.195, o dobro da média do comércio catarinense. Desde 2007, o setor cresceu 380% em empregos, passando de 21 mil para 102 mil vagas em 2025.
O desenvolvimento de software domina a maior parte das mesorregiões. Na Grande Florianópolis, tratamento de dados e serviços de internet representam 44% das vagas, enquanto no Norte catarinense a fabricação de equipamentos responde por 33% dos empregos.
Santa Catarina avança em inovação e competitividade nacional
Com pontuação de 0,449, o estado ocupa a vice-liderança nacional no Índice de Inovação e Desenvolvimento, atrás apenas de São Paulo. Santa Catarina ficou em segundo lugar nos pilares Instituições, Infraestrutura e Economia, e em terceiro em Conhecimento, Tecnologia e Economia Criativa. O principal desafio identificado é o Capital Humano e Negócios, em sexto lugar.
No Ranking do Centro de Liderança Pública, Santa Catarina é a segunda colocada geral em competitividade no Brasil. O estado lidera em Segurança Pública e Capital Humano, está em segundo lugar em Sustentabilidade Social e Inovação e em terceiro em Potencial de Mercado.
Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia, destaca que a combinação de ritmo acelerado de crescimento e qualidade dos resultados diferencia Santa Catarina dos demais polos. Segundo ele, o ecossistema local apoia todas as etapas, desde a incubação até a internacionalização, com infraestrutura, capacitação e cultura empreendedora. “Santa Catarina comprova que é possível crescer de forma sustentável e competitiva”, afirma Ramos, ao comentar os números do setor no estado.
