Vhoor Se Lança ao Mundo
O DJ e produtor mineiro Vhoor tem feito ondas na cena musical internacional e, nos próximos meses, estará na América do Norte. Com uma agenda repleta de compromissos nos Estados Unidos e Canadá, o artista de Venda Nova parece estar mais presente fora de Belo Horizonte do que em sua cidade natal, onde ainda mantém sua residência.
Recentemente, ele lançou seu novo álbum intitulado “De Keke”, que conta com 11 faixas que refletem a diversidade de estilos que o artista descobriu ao redor do mundo. Este disco é o sucessor de “Resenha”, um projeto que, em 2024, focou principalmente no funk de BH, ampliando assim ainda mais o já variado repertório de Vhoor.
A Evolução Musical de Vhoor
A primeira faixa do novo trabalho, intitulada “011”, foi a gênese deste projeto. A música nasceu de uma conversa entre Vhoor e o produtor Tui, de Curitiba, onde eles discutiram a cena de música eletrônica da capital paranaense. “Eu estava explorando diferentes estilos musicais e experimentando. Queria lançar algo que pudesse dialogar com várias influências”, conta o DJ.
Aos 28 anos, Vhoor já colhe os frutos de sua carreira, que começou em 2017. O ponto de virada ocorreu em 2021, com o lançamento de “Baile”, uma colaboração com o rapper mineiro FBC. “Não tínhamos ideia do impacto que o álbum teria, mas ele se espalhou pelo mundo. Quando DJs internacionais começaram a tocar nossas músicas, isso abriu um mar de oportunidades”, relembra.
“Baile” foi um marco, onde Vhoor e FBC apresentaram seu estilo de ‘BH bass’, convidando o público global a dançar funk.
Experimentações Sonoras e Colaborações
Com uma mistura de breakbeat, house, “chill baile” e hip-hop instrumental, Vhoor explora as possibilidades de unir ritmos brasileiros à cena internacional do global bass. “Cada lugar tem seu jeito único de celebrar, e isso traz uma riqueza cultural imensa. Eu trouxe experiências e técnicas que observei que DJs utilizam fora do Brasil para incorporar nas minhas produções”, afirma.
O álbum “De Keke” apresenta várias colaborações com artistas de funk renomados, como MC GW, MC Beatriz, MC RD, MC Vick e MC Pbó. “Passei a prestar atenção em sets hipnóticos, que utilizam poucos elementos, mas que geram uma forte emoção. Foi a partir dessa ideia que surgiu o álbum”, explica Vhoor.
Minimalismo e Sofisticação
Durante o processo de criação, o produtor incorporou influências do trap e de vertentes regionais do funk, como as do Espírito Santo e de Belo Horizonte, mas all escolheu uma roupagem eletrônica. “A sofisticação que busquei neste disco se refere às coisas mais simples. Como fazer música interessante mesmo sendo minimalista, unindo o baile funk ao house e fazendo os ritmos se encaixarem”, detalha.
O álbum, que foi lançado no último dia 8 de abril, tem recebido uma recepção calorosa. “É gratificante ver que pessoas de fora estão abrindo seus ouvidos para o meu som. Antes, me conheciam apenas por trap e funk; agora, estão explorando novas experimentações”, afirma Vhoor.
Cena Musical em Belo Horizonte
Ele também destaca a força do funk e da música eletrônica em sua cidade natal. “Em BH, temos uma cena vibrante, com artistas emergentes. A estética do meu trabalho é profundamente influenciada por tocar com eles, aprendendo e buscando referências”, menciona, citando talentos como DJ Kingdom, D.A.N.V, Bebela Dias e Akila.
