Ato Comemorativo e de Protesto
No último 1° de maio, feriado dedicado ao Internacionalismo Proletário, a sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de BH e Região (MARRETA) foi palco de um expressivo ato político anti-imperialista. O evento contou com a participação de dezenas de ativistas e representantes de várias entidades, entre elas a Liga Operária, a Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR). Durante os discursos, os oradores exaltaram as lutas de libertação nacional do Irã e a resistência da Palestina, ao mesmo tempo em que criticaram o crescente intervencionismo dos Estados Unidos na América Latina, manifestado por meio de ações militares e a exploração de recursos naturais locais.
Outros movimentos e organizações também se uniram à manifestação, como a Executiva Mineira de Estudantes de Pedagogia (ExMEPe), o “Movimento Cadê o Ônibus”, de Santa Luzia, e o Movimento das Comunidades Populares (MCP), que luta por moradia e pelos direitos dos habitantes das periferias e da região metropolitana de Belo Horizonte.
Denúncias e Lutas Sociais
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Os manifestantes aproveitaram a oportunidade para denunciar os ataques praticados por monopólios estadunidenses e de outras nações contra a soberania do Brasil, com foco na exploração das riquezas naturais e na entrega de terras raras. A privatização de serviços públicos essenciais, como Saúde e Educação, também foi um dos temas de destaque entre as falas dos representantes.
Os discursos ressaltaram a importância da aliança entre camponeses, quilombolas e indígenas na luta contra o latifúndio, promovendo a Revolução Agrária como um caminho para a defesa da soberania nacional. Essa união é vista como essencial para enfrentar a entrega de recursos e direitos do povo.
Mobilização no Hipercentro de BH
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O ato culminou em uma grande manifestação que levou operários, estudantes, professores e trabalhadores de diversas categorias da sede do MARRETA até a Praça 7, no hipercentro da capital. Durante o percurso, os manifestantes carregavam uma imponente faixa que homenageava os líderes operários estadunidenses Albert Parsons, Louis Lingg, Adolph Fischer e George Engel, todos assassinados pela repressão durante uma série de protestos que deram origem ao Dia do Trabalho, conforme estabelecido pela Segunda Internacional.
Enquanto isso, dezenas de jovens distribuíam panfletos aos participantes de um outro protesto que ocorria simultaneamente no centro de Belo Horizonte, convocado por centrais sindicais e reunindo centenas de pessoas. Os panfletos foram bem recebidos, gerando conversas sobre questões como a redução da jornada de trabalho, a luta pela terra e a resistência no Irã e na Palestina, além das guerras populares que acontecem em diversas partes do mundo.
