Integração entre Federal e Municipal na cultura
No dia 27 de novembro, a comitiva do Ministério da Cultura (MinC) fez uma visita a diversos equipamentos culturais em Belo Horizonte, Minas Gerais. O objetivo da iniciativa foi promover um diálogo mais próximo entre a gestão federal e a experiência municipal, com a intenção de conhecer o modelo adotado pela capital mineira em sua rede cultural.
Durante a visita, o grupo passou por importantes espaços culturais, como os centros culturais São Geraldo e Vila Fátima, o Cine Santa Tereza e o Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (Nufac). Todos esses equipamentos são administrados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), através da Fundação Municipal de Cultura (FMC).
A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do MinC, Cecília Sá, ressaltou a riqueza da rede de equipamentos descentralizados na cidade, assim como o sistema de gestão colaborativa junto à comunidade. “A PBH acumula décadas de experiência nesse arranjo entre o poder público, a comunidade e as organizações sociais. Viemos aqui para aprender com essa experiência participativa já consolidada”, destacou Sá.
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Rede Cultural Diversificada e Inclusiva
A rede cultural de Belo Horizonte é composta por 34 unidades, incluindo bibliotecas, centros culturais, arquivos públicos, cinemas, museus e teatros, espalhados por todas as regionais do município. Além disso, a cidade conta com dois Centros Educacionais Unificados (CEUs) das Artes, que fazem parte da rede Territórios da Cultura, sob a supervisão da Subsecretaria de Espaços e Equipamentos da Cultura.
A visita da comitiva do MinC também tinha como meta fortalecer a comunicação entre os diferentes níveis de governo. “O intuito é entender se as diretrizes da política cultural, estabelecidas pelo governo federal, estão em sintonia com a realidade municipal. Isso é essencial para garantir continuidade e ampliação das relações territoriais que se desenvolvem na base. Ao conhecer nossos equipamentos, conseguimos perceber como a arte e a cultura se manifestam nesses espaços e como podemos ampliar nosso alcance, considerando as complexidades e potencialidades do sistema cultural”, afirmou Bárbara Bof, presidenta da Fundação Municipal de Cultura.
Projetos para Democratização Cultural
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Durante o percurso, Cecília Sá também apresentou uma variedade de projetos voltados para o fortalecimento cultural nos municípios. Entre eles, destacam-se Infracultura, Cultura Por Toda Parte e MovCEU Flutuante, iniciativas com foco na democratização do acesso aos equipamentos culturais em todo o Brasil.
Um dos pontos visitados foi o Centro Cultural Lá da Favelinha, uma organização artística e cultural situada na Vila Novo São Lucas, dentro do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Esta entidade se dedica ao desenvolvimento de ações voltadas à educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano, especialmente para crianças e jovens da comunidade. O local tem uma importante atuação com projetos que integram cultura e sustentabilidade, visando à melhoria da qualidade de vida.
A subsecretária Cecília Sá destacou o Projeto Territórios Verdes, que almeja promover melhorias nos equipamentos culturais a partir de soluções que respeitem a natureza. Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, também abordou programas em desenvolvimento pela Secretaria de Fomento à Leitura e Inclusão (Sefli), como a integração das bibliotecas comunitárias ao Sistema Nacional de Bibliotecas (SNBC), que permitirá o recebimento de livros do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
Referência em Políticas Culturais Nacionais
As bibliotecas municipais que fazem parte da rede da Fundação Municipal de Cultura foram um dos tópicos centrais da agenda, evidenciando seu papel fundamental na política cultural de Belo Horizonte. Jéferson Assumção enfatizou a importância de assegurar a presença de equipamentos culturais nos territórios mais necessitados, com acervos atualizados e ações que se conectem com a população local. “A rede de bibliotecas públicas da Fundação Municipal é uma referência pela qualidade e pela quantidade de equipamentos disponíveis e pela articulação em rede”, afirmou.
Com 22 bibliotecas espalhadas pela cidade, a rede oferece acesso gratuito a um acervo de cerca de 202 mil livros. Fazem parte desse sistema a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil (BPIJ-BH), além de unidades em centros culturais e espaços como o Museu da Moda e o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. O atendimento é integrado, permitindo reservas de obras e devoluções em diferentes unidades, com consulta ao acervo disponível online e empréstimo através de cadastro gratuito.
