preservação e Limpeza de Sítio Arqueológico
A administração do Parque Nacional da Serra do Cipó, situado na região central de Minas Gerais, decidiu isolar áreas da unidade de conservação até que as pichações sobre as pinturas rupestres, que adornam o local, sejam removidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Como resultado dessa medida, o acesso a uma famosa cachoeira do parque foi temporariamente interrompido, visando proteger esse patrimônio histórico.
Desde que as pichações foram descobertas no início de maio, o acesso às áreas contendo as pinturas rupestres foi bloqueado. O chefe da gestão do parque, Gabriel Resende, afirmou que a decisão é uma forma de preservar a região, que passará por uma perícia detalhada.
Na próxima semana, o Iphan, em colaboração com profissionais do Laboratório de Ciência da Conservação e do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realizará uma avaliação no local vandalizado. O objetivo é remover a tinta utilizada nas pichações e restaurar as valiosas pinturas.
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O incidente foi formalmente denunciado às autoridades, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Militar de Meio Ambiente de Lagoa Santa. As investigações estão em andamento para identificar os responsáveis pelo ato de vandalismo. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado, e a data exata em que as pichações ocorreram permanece desconhecida. Para prevenir novos casos de vandalismo, a administração do parque avalia a instalação de câmeras de segurança nas áreas mais vulneráveis.
Pinturas Rupestres: Patrimônio Histórico em Risco
As pinturas rupestres encontradas no Parque Nacional da Serra do Cipó são datadas entre 8.500 e 12.000 anos, conferindo à região um valor inestimável como sítio arqueológico. As primeiras civilizações que habitaram essa área eram pré-colombianas, caracterizadas por suas atividades de coleta e caça. Entre os registros históricos, destacam-se desenhos de animais e cenas de caça localizadas principalmente nas áreas da Lapa da Sucupira e no Parque Arqueológico Pedra do Sol, ambos reconhecidos como patrimônios tombados.
O Parque Nacional da Serra do Cipó abrange um território que se estende por quatro municípios, totalizando uma área de 31.600 hectares. Além de ser um importante ponto turístico, com mais de 60 cachoeiras, o parque é um dos principais destinos de ecoturismo em Minas Gerais, atraindo visitantes em busca de aventura e contato com a natureza.
