Decisão de Pacheco Pode Impactar Eleições em Minas Gerais
O senador Rodrigo Pacheco (PSB), considerado uma das principais apostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa pelo governo de Minas Gerais, comunicou ao presidente do PT, Edinho Silva, que não deverá se lançar como candidato nas próximas eleições. Essa informação foi transmitida durante uma conversa que ocorreu na terça-feira, 12.
Fontes próximas a Edinho relataram que, ao explicar sua decisão, Pacheco mencionou questões de ordem pessoal e indicou que pretende se afastar da vida política assim que seu mandato terminar. Apesar disso, dirigentes do PT em Minas Gerais ainda mantêm a expectativa de que uma conversa entre Pacheco e Lula possa reverter essa situação, acreditando que a influência do presidente pode persuadi-lo a reconsiderar sua posição.
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Após o diálogo, Edinho Silva compartilhou a informação com outros membros do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, que se reúne semanalmente para definir estratégias e táticas de campanha. No entanto, o dirigente petista já adiantou que planeja tentar novamente contato com Pacheco para discutir a questão mais a fundo.
Até o momento, o senador não se manifestou publicamente sobre o assunto. No entanto, a possibilidade de sua saída da corrida eleitoral gerou um clima de incerteza entre os aliados do PT. Segundo informações de interlocutores, durante a conversa, Pacheco teria sugerido dois colegas de partido como possíveis candidatos ao Palácio Tiradentes: Josué Gomes (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais.
Apesar de sua decisão em não se candidatar, Pacheco é visto como um político competitivo, com boa relação com prefeitos de diferentes siglas, até mesmo de setores da direita. Essa conexão faz com que Lula e a liderança do PT em Minas insistam em sua participação na campanha do presidente rumo à reeleição. Contudo, Pacheco tem demonstrado resistência, afastando a possibilidade de se candidatar de forma isolada, sem uma aliança ampla com partidos do centro.
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Em novembro, após ser informado de que não seria escolha de Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, Pacheco expressou ao presidente a intenção de se retirar da vida pública em 2026 e retornar à advocacia. Lula, por sua vez, sugeriu que o senador buscasse ouvir sua base política em Minas antes de tomar qualquer decisão definitiva. A partir desse ponto, Pacheco realizou movimentações que poderiam indicar sua candidatura, como a troca do PSD pelo PSB e as conversas com líderes do PSDB e do PDT no estado.
Os petistas em Minas estavam otimistas e esperavam posturas mais claras do senador para confirmar sua candidatura. Entretanto, nas últimas semanas, surgiram rumores de que Pacheco teria colaborado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na articulação contra o também senador Jorge Messias, o que, segundo alguns líderes do PT, teria aprofundado o distanciamento entre eles.
Sob reserva, dirigentes da sigla afirmaram ter tentado contato com Pacheco para oferecer apoio em relação ao que chamaram de “fogo amigo”, mas o senador não atendeu às ligações.
Enquanto essa indefinição sobre sua candidatura persiste, Pacheco também começou a ser cogitado para assumir outro cargo de destaque: o de ministro do Tribunal de Contas da União. Ele poderia ser indicado para substituir Bruno Dantas, que está considerando deixar a Corte para aceitar uma proposta do setor privado.
