Uma estreia marcante na Sala Minas Gerais
Nos dias 5 e 6 de novembro, a Filarmônica de Minas Gerais traz pela primeira vez à Sala Minas Gerais a Sinfonia nº 9 de Gustav Mahler, uma obra de profunda carga musical e biográfica. Sob a batuta do Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da orquestra, a apresentação acontece às 20h30, marcando um momento importante no ciclo das Sinfonias de Mahler, projeto iniciado em 2017 e que visa registrar e difundir a obra do compositor austríaco.
Com ingressos a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia), disponíveis no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a performance reforça o compromisso da orquestra com a qualidade e o acesso à música erudita. A Sinfonia nº 9, última obra concluída por Mahler entre 1908 e 1909, destaca-se como um marco do romantismo tardio, refletindo uma transição artística e histórica significativa.
Projeto cultural e apoio institucional
Este ciclo das Sinfonias de Mahler é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A iniciativa conta também com o patrocínio do Itaú Unibanco e o apoio do Circuito Liberdade e do Programa Amigos da Filarmônica. A realização é do Instituto Cultural Filarmônica, em parceria com o Governo de Minas Gerais, a Funarte, o Ministério da Cultura e o Governo Federal.
O maestro Fabio Mechetti e sua trajetória
Desde 2008, Fabio Mechetti lidera a Filarmônica de Minas Gerais, consolidando um dos projetos mais destacados no cenário musical brasileiro. Sua carreira internacional inclui regências em orquestras renomadas dos Estados Unidos, Europa e Ásia, como a Orquestra Sinfônica de Jacksonville, a Orquestra Filarmônica da Malásia e a Orquestra Sinfônica Nacional de Washington.
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Mechetti também é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko e possui uma sólida formação, com mestrado em Composição e Regência pela Juilliard School de Nova York. No Brasil, ele já conduziu importantes orquestras, trabalhando ao lado de artistas consagrados como Nelson Freire, Gil Shaham e Evelyn Glennie.
A riqueza da Sinfonia nº 9 de Mahler
Ouvir a Nona Sinfonia de Mahler é mergulhar em uma complexidade sonora que ultrapassa limites tradicionais. Cada instrumento é explorado em sua máxima capacidade expressiva, criando uma trama musical rica e multifacetada. O compositor utiliza vozes principais e secundárias para construir verdadeiras paisagens sonoras, alternando momentos densos com passagens de transparência e elegância.
A obra começa com dinâmicas suaves e fragmentos melódicos que crescem até envolver toda a orquestra, encerrando-se de forma lenta e quase silenciosa. Essa sinfonia pode ser entendida como um longo parêntese entre dois silêncios, refletindo o período de transição vivido por Mahler antes de seu falecimento em 1911.
Filarmônica de Minas Gerais: excelência e circulação cultural
Fundada em 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é referência nacional e internacional pela qualidade artística e programação vigorosa. Composta por 90 músicos de diversas partes do Brasil e do mundo, a orquestra recebeu prêmios como o Prêmio Concerto 2024 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como Melhor Grupo de Música Clássica.
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Com apresentações regulares na Sala Minas Gerais, a Filarmônica também promove uma programação gratuita que inclui Concertos para a Juventude, Concertos Didáticos e apresentações em praças públicas. O estúdio próprio da orquestra permite a transmissão ao vivo de concertos pelo canal no YouTube, ampliando o alcance da música erudita.
A orquestra já percorreu cidades do interior mineiro, capitais brasileiras e países como Argentina, Uruguai e Portugal, fortalecendo a circulação cultural e o vínculo com diferentes públicos. Sua sede, a Sala Minas Gerais, inaugurada em 2015, é reconhecida por sua arquitetura e acústica, recebendo cerca de 100 mil pessoas anualmente.
Com essa programação dedicada à obra de Mahler, a Filarmônica de Minas Gerais reafirma seu papel como protagonista na cena da música sinfônica, promovendo o encontro entre público, tradição e inovação musical.
