Um Novo Capítulo para a Filarmônica de Minas Gerais
A partir de 1º de fevereiro de 2026, a Filarmônica de Minas Gerais tem um novo comandante: Wilson Nélio Brumer. O empresário e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais compartilhou suas perspectivas e projetos para a orquestra em uma conversa exclusiva com a Revista CONCERTO. Nascido em Belo Horizonte em 1948, Brumer é filho de imigrantes judeus e cresceu em um ambiente desafiador, o que moldou sua visão de vida e carreira. Ao longo dos anos, construiu uma trajetória impressionante, ocupando posições de destaque em empresas de renome, como Vale e Usiminas.
Agora, Brumer enfrenta um novo desafio: reenergizar a Filarmônica e garantir sua sustentabilidade, um objetivo que, segundo ele, não é apenas da orquestra, mas de toda a Cultura brasileira. Em sua gestão, Brumer se compromete a melhorar a governança e a gestão da instituição, destacando que as pessoas são o principal ativo de qualquer organização. “Estamos falando de pessoas. Você tem que motivá-las e buscar seu crescimento”, enfatiza.
Governança e Planejamento Estratégico
Na visão de Brumer, o aprimoramento contínuo da governança é essencial. Ele acredita que a gestão deve sempre buscar ser melhor do que antes, com foco nas competências e no desenvolvimento de sucessores. Um dos seus primeiros passos foi criar comitês para fortalecer a governança e a captação de recursos, o que deve facilitar a interação com patrocinadores e a sociedade.
“Não gosto de olhar para o retrovisor. É preciso olhar para frente e focar nas ações que garantirão um futuro melhor para a Filarmônica”, ressalta Brumer.
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O novo presidente também abordou a necessidade de um planejamento estratégico eficaz. Ele sugere que a Filarmônica deve ser vista como uma empresa com diversos produtos que atendam diferentes públicos, desmistificando a ideia de que a música clássica é destinada apenas a uma elite.
Desafios de Sustentabilidade Financeira
Um dos grandes desafios que Brumer enfrenta é a sustentabilidade financeira da Filarmônica. Atualmente, cerca de 40% do orçamento anual, que é em torno de 55 milhões de reais, vem do governo. Ele destaca que é necessário ampliar a base de patrocinadores, ressaltando a importância de mostrar o valor que a Filarmônica pode agregar aos seus parceiros.
“As empresas não têm a obrigação de investir, precisamos mostrar que faz sentido apoiar a orquestra”, afirma. Para isso, Brumer conta com o programa Amigos da Filarmônica, que já conta com aproximadamente 600 membros, e está implementando uma iniciativa voltada para pequenas e médias empresas, a fim de diversificar as fontes de receita.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
A Importância do Papel do Estado
Brumer acredita que o Estado deve ser um aliado e não um obstáculo. Ele defende que é preciso encontrar um equilíbrio entre o investimento público e privado na cultura. “Se Minas Gerais abrir mão da Filarmônica, seria um desastre cultural”, adverte. Para ele, as alianças entre o setor público e a iniciativa privada são fundamentais para garantir que a cultura continue a prosperar.
Ele também ressalta que a relação com o governo tem sido tranquila, baseada em diálogo e busca conjunta por soluções. “A realidade se impõe e temos que trabalhar juntos para resolver problemas”, conclui Brumer.
Com um olhar voltado para o futuro e um compromisso em democratizar o acesso à música clássica, Wilson Nélio Brumer assume a presidência da Filarmônica de Minas Gerais com a meta de transformá-la em um símbolo de cultura acessível e de qualidade para todos os mineiros e além.
