Estreia de Jorge Jesus marca abertura da Liga das Nações
Portugal recebe o País de Gales nesta quinta-feira, 24 de setembro, às 15h45 (horário de Brasília), no Estádio José Alvalade, em Lisboa, pela primeira rodada do Grupo A4 da Liga das Nações 2026-27. O treinador Jorge Jesus faz sua estreia no comando da seleção portuguesa, que chega como atual campeã do torneio e com um elenco de alto nível. A expectativa é de uma vitória portuguesa, mas com gols dos dois lados do campo.
Contexto das equipes e desempenho recente
Portugal ocupa a 7ª posição no ranking da Fifa e apresenta um retrospecto sólido em 2026, com cinco vitórias, três empates e uma derrota em nove partidas. Essa única derrota aconteceu nas oitavas de final da Copa do Mundo, quando Mikel Merino marcou nos acréscimos para a Espanha vencer por 1 a 0, em 6 de julho. Após o término da era Roberto Martinez, Jorge Jesus foi contratado para um contrato de quatro anos, que vai até 2030, quando Portugal será uma das sedes do Mundial ao lado de Espanha e Marrocos.
Jesus é conhecido pelo estilo ofensivo, preferindo formações com dois atacantes e meias criativos, ao contrário do 4-3-3 com três volantes usado por Martinez. Recentemente, conquistou o título saudita no Al-Nassr e tem no currículo passagens por Benfica, Sporting, Flamengo — onde foi campeão brasileiro e da Libertadores em 2019 — e Fenerbahce.
Do outro lado, o País de Gales vive momento mais complicado. A seleção dirigida por Craig Bellamy está na 38ª posição no ranking da FIFA e conquistou apenas uma vitória nos últimos cinco jogos: um sonoro 7 a 1 sobre a Macedônia do Norte, em novembro de 2025. A eliminação nos barrages da Copa do Mundo para a Bósnia-Herzegovina nos pênaltis, em março de 2026, ainda pesa sobre o grupo. Desde então, os galeses empataram com Irlanda do Norte e Gana, além de perder para a Romênia.
Equilíbrio no grupo e histórico de confrontos
No Grupo A4, que também tem Dinamarca e Noruega, Portugal parte como favorito, enquanto o País de Gales, recém-promovido à Liga A após campanha invicta em 2024-2025, tem como objetivo principal a permanência na elite da competição. O histórico entre as duas equipes favorece Portugal, com três vitórias em quatro confrontos oficiais, enquanto Gales tem apenas uma vitória, ainda em 1951.
O momento mais marcante foi a semifinal da Eurocopa 2016, quando Cristiano Ronaldo e Nani garantiram a vitória portuguesa por 2 a 0 em apenas três minutos decisivos, em Lyon. Em amistoso de junho de 2000, Portugal venceu por 3 a 0. Um dado curioso é que Portugal nunca sofreu gols do País de Gales em jogos oficiais, embora o número de partidas seja pequeno para conclusões definitivas.
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Fonte: omanauense.com.br
Convocações e escalações para o confronto
Jorge Jesus convocou 25 jogadores para sua primeira janela à frente da seleção. Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, com 233 jogos e 146 gols pela seleção, foi chamado apesar de ter indicado que a Copa de 2026 seria seu último torneio, sem anunciar a aposentadoria formal. Jesus, que trabalhou com o atacante no Al-Nassr, afirmou que os cinco Ballon d’Or do craque “não influenciam em nada” suas escolhas.
Entre as novidades estão Samuel Soares (Benfica), Nuno Tavares (Lazio), João Palhinha (Benfica) e Fábio Silva (Borussia Dortmund). Já José Sá, Nelson Semedo e Gonçalo Guedes ficaram fora desta vez. Não há lesões relevantes no grupo português.
A escalação confirmada de Portugal é: Diogo Costa; Rúben Dias, Renato Veiga; Nuno Mendes, João Cancelo; Rúben Neves, Vitinha, Bruno Fernandes; Pedro Neto, João Félix e Cristiano Ronaldo. Técnico: Jorge Jesus.
O País de Gales enfrenta problemas defensivos. Joe Rodon, titular absoluto da zaga, está fora por lesão nos isquiotibiais. Outros desfalques são Dylan Lawlor, Ronan Kpakio, Isaak Davies e Rubin Colwill. A dupla de zaga deve ser formada por Ben Cabango (Swansea) e Chris Mepham (West Bromwich), com menos entrosamento que o habitual.
Harry Wilson retorna de lesão e Cian Ashford, do Cardiff City, foi convocado pela primeira vez. Brennan Johnson, que trocou o Crystal Palace pelo Everton, é a principal arma ofensiva galesa.
Escalação confirmada de Gales: Danny Ward; Neco Williams, Ben Davies, Jay Dasilva; Jordan James, Josh Sheehan, Ethan Ampadu; Brennan Johnson, David Brooks, Rabbi Matondo e Lewis Koumas. Técnico: Craig Bellamy.
Análise tática e perspectivas para o jogo
Jorge Jesus, aos 72 anos, estreia como técnico da seleção após longa carreira em clubes. Com experiência em contextos variados, ele é reconhecido pelo estilo ofensivo intenso. Para o jogo em casa, manteve a espinha dorsal da equipe anterior, acrescentando três ou quatro novidades.
Craig Bellamy, de 46 anos, está no comando do País de Gales desde julho de 2024, com aproveitamento de 40% em 20 jogos. O ex-atacante de clubes como Newcastle e Liverpool conquistou a promoção à Liga A, mas agora enfrenta adversários mais fortes, que vão testar o limite do elenco.
Jesus abandonou o 4-3-3 de Martinez para adotar o 4-1-3-2, com João Neves como volante único e Bruno Fernandes e João Félix mais livres para criar. Os laterais Nuno Mendes e João Cancelo terão papel fundamental na largura, buscando esticar a defesa galesa e abrir espaços para infiltrações dos meias. Cristiano Ronaldo jogará ao lado de Rafael Leão, combinando presença aérea e velocidade.
Gales deve usar um 4-2-3-1 defensivo, com Ethan Ampadu e Jordan James protegendo a defesa remendada. A estratégia ofensiva se baseia em transições rápidas, explorando a velocidade de Daniel James e Brennan Johnson nos contra-ataques, especialmente quando os laterais portugueses avançarem. A principal vulnerabilidade portuguesa está nos espaços deixados pelos laterais, que Bellamy tentará explorar.
Apesar disso, a superioridade técnica do meio-campo português e a pressão alta devem dificultar a saída de bola galesa e limitar as chances adversárias.
