Declarações Polêmicas do Pré-Candidato
Na última segunda-feira (13 de abril de 2026), o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do partido Novo, expressou seu profundo descontentamento com a classe política, afirmando que “detesta políticos” e fazendo uma declaração contundente sobre a chegada do PT a Minas Gerais, dizendo que “o diabo mandou o PT a Minas”. As declarações de Zema ocorreram durante uma reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo.
O governador de Minas Gerais, que ingressou na política por “ironia do destino”, refletiu sobre sua trajetória ao afirmar: “Eu que sempre detestei política durante toda a minha vida, me tornei governador de Minas e agora candidato à Presidência da República”. Ele explicou que sua visão negativa da política mudou após a crise econômica de 2015 e 2016. “Falei: ‘Tem alguma coisa errada aqui com esse país. Todo mundo avançando e nós aqui andando para trás’”, comentou. O político concluiu dizendo que sentiu a necessidade de revisar sua postura ao perceber as dificuldades enfrentadas pelo Brasil.
Críticas à Gestão do PT
Em sua fala, Zema não poupou críticas à gestão do ex-governador Fernando Pimentel, do PT, que governou Minas de 2015 a 2018. “Além do desastre do Brasil do PT, teve o desastre em Minas do PT. O diabo mandou para Minas o Fernando Pimentel, que foi o pior governador da história”, disparou. Segundo Zema, a gestão de Pimentel foi marcada por problemas graves, como o atraso nos salários de servidores, o não pagamento do 13º salário e a falta de repasses de ICMS e IPVA às prefeituras.
O pré-candidato também destacou o que considera um descaso com os servidores públicos, mencionando que muitos foram enviados a cadastros de inadimplentes devido a problemas administrativos. “Ele descontou o empréstimo consignado dos funcionários e não pagou os bancos, sujando o nome de 240 mil servidores”, criticou Zema, enfatizando a gravidade da situação e os impactos negativos para os trabalhadores.
A Escolha pela Política e a Criação do Partido Novo
Zema compartilhou ainda os motivos que o levaram a se envolver na política. “O mínimo que eu tenho que fazer é estar envolvido nesse problema para mostrar que existe uma alternativa diferente”, afirmou, ressaltando a importância de tratar as questões que afligem a população. Ele também destacou o papel da criação do Partido Novo em sua decisão de entrar na política, ressaltando que se trata de uma sigla que defende um Estado menor e valoriza a transparência e a seriedade na gestão pública.
O governador aproveitou a oportunidade para defender sua administração em Minas Gerais, afirmando que durante os sete anos em que esteve à frente do Estado, não houve escândalos ou casos relevantes de corrupção. “Nos 7 anos em que fiquei à frente do Estado, não tivemos nenhum escândalo, nenhuma corrupção relevante”, disse Zema, garantindo que não empregou parentes em sua gestão. “Quantos parentes eu levei para trabalhar no Estado? Zero”, completou, reforçando seu compromisso com uma administração ética.
Visão de um Estado Mais Eficiente
Durante o evento voltado para empresários, Zema falou sobre sua experiência no setor privado e defendeu uma atuação mais eficiente do governo. “Não precisa ser gênio. Só de fazer o certo, as coisas já dão resultado”, afirmou, destacando a necessidade de uma gestão pública que priorize a eficiência e a efetividade.
