Memória que inspira arte em Uberlândia
Passados cinco anos da morte de Marília Mendonça, completados nesta quinta-feira (5), a cantora continua sendo lembrada por diversas homenagens em todo o Brasil. Em Uberlândia, o artista Dequete reviveu o tributo que criou à cantora em 2021 e manifestou o desejo de produzir um mural ainda maior para celebrar o legado da artista sertaneja.
Primeira homenagem e planos futuros
O primeiro mural foi pintado pouco tempo depois do falecimento de Marília, localizado na Avenida Olímpio de Freitas, número 2.459, no bairro Jardim das Palmeiras, em Uberlândia. Na época, o trabalho foi feito rapidamente, às vésperas de uma viagem.
Hoje, em uma nova fase de sua produção artística, Dequete quer ampliar essa homenagem. “Eu quero até fazer outro, inclusive. Já quero fazer um mural para ela, em homenagem, mas até maior. Acredito que ela mereça”, contou o artista em entrevista ao Paranaíba Mais.
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Apesar da vontade, o artista ainda não definiu uma data para a execução da nova obra, devido a compromissos profissionais. A ideia é que o mural também seja feito em Uberlândia, apresentando Marília sob uma nova perspectiva, dentro do que ele chama de “Dequete 4.0”.
Dequete: da periferia de BH ao Hip-Hop e à cultura sertaneja
Originário da periferia de Belo Horizonte, Dequete encontrou na arte urbana e na cultura Hip-Hop uma forma de transformação social. Desde 2013, atua em Uberlândia, onde se firmou como uma das principais vozes do cenário artístico local, exibindo suas obras nas redes sociais.
Curiosamente, embora representasse o Hip-Hop, o contato com a música sertaneja vem de sua infância, quando escutava as canções que sua mãe ouvia em casa, principalmente dos anos 1980 e 1990. Dequete também acompanhava a carreira de Marília Mendonça, admirando tanto sua interpretação quanto sua habilidade como compositora.
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Fonte: joinews.com.br
Relembrando a tragédia e o legado
Além de Marília, outras quatro pessoas perderam a vida no acidente aéreo: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. A aeronave caiu após atingir um cabo para-raios durante a aproximação para o pouso no aeroporto de Caratinga.
O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que a colisão causou a perda de controle do avião, sem identificar falhas mecânicas. Em outubro de 2023, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito apontando negligência e imprudência dos pilotos, mas arquivou a investigação devido ao falecimento dos mesmos.
