Avaliação do Plano de Contingência
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), promoveu nesta quarta-feira (6/5) um simulado para testar a eficácia do Plano de Contingência para Vírus Respiratórios. O exercício teve como objetivo avaliar a capacidade de resposta do sistema de saúde diante de uma possível emergência sanitária.
Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde, enfatizou a importância de verificar a adequação do plano em diferentes cenários epidemiológicos. “O exercício é fundamental para assegurar que o sistema de saúde pública esteja preparado para oferecer uma resposta efetiva à população mineira. Isso implica em definir pontos estratégicos de assistência, notificação e leitos, garantindo um sistema robusto para lidar com os impactos das doenças respiratórias”, explicou.
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O simulado foi realizado em um formato de mesa, promovendo a integração entre as ações de vigilância e assistência. Durante a atividade, participaram membros do Comitê Estadual de Monitoramento do Vírus Respiratório Agudo (CEMVRA) e técnicos das Regionais de Saúde de Divinópolis e Januária.
Estrutura do Plano de Contingência
O Plano Estadual de Contingência para Enfrentamento aos Vírus Respiratórios (PEC-VR) foi desenvolvido com base nas experiências adquiridas durante surtos anteriores. Ele organiza a resposta em cinco níveis operacionais: normalidade, mobilização, alerta, situação de emergência e crise. Após o simulado, os avaliadores da Opas analisaram a atuação de cada setor presente no exercício.
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Considerando a complexidade do estado de Minas Gerais, que possui 853 municípios com variadas realidades demográficas, sociais e sanitárias, a realização de simulados é essencial para aprimorar continuamente as estratégias do sistema de saúde. O exercício simulava dois cenários epidemiológicos distintos, permitindo que os participantes discutissem, identificassem problemas e propusessem melhorias nas ações planejadas.
A superintendente de Vigilância Epidemiológica, Aline Lara Cavalcante Oliva, destacou a importância da integração. “Unimos todos os atores envolvidos para testar o Plano e corrigir fragilidades. O nosso objetivo é garantir que o plano seja eficiente quando for necessário”, ressaltou.
Dados Epidemiológicos Relevantes
Até o dia 5 de maio de 2026, foram notificados 10.175 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que exigiram hospitalização, com 451 óbitos registrados no mesmo período. Entre os casos confirmados, 786 foram vinculados ao vírus influenza, resultando em 43 mortes. O vírus sincicial respiratório (VSR) contabilizou 446 casos e duas mortes, enquanto a covid-19 registrou 368 casos e 52 óbitos.
Esses números ressaltam a necessidade de um plano eficaz e bem estruturado para enfrentar os desafios impostos pelas doenças respiratórias, algo que o simulado buscou validar através da prática.
