Prevenção reforçada para o próximo período das arboviroses
Minas Gerais se prepara para o próximo ciclo de arboviroses com uma estratégia que combina investimentos, inovação tecnológica e mobilização das equipes de saúde em todo o estado. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) detalhou, em coletiva no Auditório JK da Cidade Administrativa, as medidas que visam diminuir o número de casos e óbitos causados por dengue, chikungunya e zika, conforme explicou o secretário Fábio Baccheretti.
O fenômeno climático El Niño, que traz chuvas intensas e calor elevado, eleva a expectativa de aumento dos casos dessas doenças. Por isso, os municípios recebem suporte para fortalecer tanto as ações preventivas quanto o manejo clínico dos pacientes infectados.
Fortalecimento da vigilância epidemiológica e capacitação
O foco principal está no reforço da vigilância epidemiológica antes do período crítico de chuvas, que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. De acordo com Baccheretti, a maioria das mortes por dengue ou chikungunya poderia ser evitada com um tratamento iniciado precocemente e hidratação adequada. Por isso, os investimentos em treinamentos são fundamentais para reduzir a letalidade.
Com essas ações integradas, Minas Gerais alcançou este ano o menor índice de letalidade por dengue dos últimos três anos, resultado que reflete o trabalho conjunto de prevenção, monitoramento e capacitação dos profissionais da saúde em todos os municípios.
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Investimentos expressivos e panorama epidemiológico
Desde 2023, o estado alocou cerca de R$ 300 milhões para o combate às arboviroses. Esses recursos são aplicados em vigilância, monitoramento, compra de medicamentos e insumos, controle do vetor, suporte aos municípios e ampliação da capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre janeiro e outubro de 2026, Minas Gerais confirmou 48.403 casos de dengue e registrou 52 óbitos. Para chikungunya, foram contabilizados 15.384 casos e seis mortes. O vírus Zika teve 13 casos confirmados, sem registros de óbitos no mesmo período.
O Ministério da Saúde informou que, em 2025, foram aplicadas 441.433 doses da vacina contra dengue em jovens de 10 a 14 anos em Minas Gerais. Até outubro de 2026, esse número subiu para 612.997 doses administradas no público elegível em todo o estado. O secretário Baccheretti destacou a expectativa para a conclusão do estudo da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e garantiu que a vacinação será acelerada assim que liberada.
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Inovação tecnológica com VigiDrones para monitoramento do Aedes aegypti
Uma das principais novidades é a Política VigiDrones, que amplia o uso de tecnologias no monitoramento e combate ao mosquito transmissor. Com investimento de cerca de R$ 30,5 milhões, o governo contratou serviços de geomonitoramento por drones para identificar, mapear e tratar possíveis focos do Aedes aegypti.
Desde 2024, os drones têm percorrido todo o estado, facilitando o trabalho dos agentes comunitários, especialmente em áreas de difícil acesso. Eles detectam caixas d’água destampadas, lotes abandonados com entulho e outros potenciais criadouros, além de aplicar larvicida em locais onde os agentes não conseguem chegar.
O segundo ciclo de monitoramento, concluído em maio de 2026, mapeou 497 mil hectares de áreas urbanas e identificou mais de 330 mil pontos que demandam intervenção direcionada, otimizando o combate ao mosquito e reforçando a prevenção das arboviroses em Minas Gerais.
